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Opinião
Sexta - 17 de Março de 2017 às 07:29
Por: Maria Augusta Ribeiro

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Você sabia que seu filho até 12 anos não deveria ter acesso à internet? Owww Para tudo como assim? Um estudo realizado por duas das sociedades de pediatria mais respeitadas do mundo afirma que o acesso à tecnologia na infância é prejudicial a saúde.

Foi através de um extenso estudo que a Sociedade de Pediatria Canadense e Americana estabeleceram novos parâmetros para o uso da tecnologia pelas crianças, embasados nos inúmeros de casos de doenças relacionadas à tecnologia.

Segundo eles a tecnologia é prejudicial à saúde dos menores de 12 anos e pronto! E antes que acreditem que este é mais um daqueles artigos da época das cavernas, vamos aos fatos.

Estas pesquisas demonstraram que crianças abaixo de 2 anos não devem ter contato com nenhum dispositivo eletrônico. E isso incluí babás eletrônicas, fones de ouvido, Tvs, tablets e nosso queridinho celular.

Radicalismo para muitos e bom senso para outros, nos alerta para que, de fato, a emissão de radiação e a tecnologia estejam construindo adultos de amanhã com graves problemas de saúde.

Algumas das doenças experimentadas nesse estudo levam à conclusão de que uma bateria de celular por exemplo pode aumentar o crescimento cerebral de uma criança em até 3 vezes o seu tamanho normal, e isso acarreta déficit de atenção, atraso cognitivo e vício.

A tecnologia móvel é a grande vilã, já que restringe os movimentos do corpo, causando um delay no aprendizado infantil.

A não observação do ambiente que nos cerca, a pouca atenção ao praticar atividades físicas e a falta de experiências táteis , olfativas e visuais diminuem o aprendizado, experimentado por 1 entre 3 crianças no mundo expostas à tecnologia antes dos 12 anos de idade.

Vídeo Games, tablets e conversas via Whatsapp são as principais causadoras de obesidade infanto-juvenil, que de acordo com relatório da ONU que a considerada epidemia mundial.

Crianças com até 2 horas diárias de exposição à tecnologia são 30% mais propensas a desenvolverem obesidade, pressão alta e pasmem... ataques cardíacos antes dos 12 anos.

De acordo com a fundação Kaiser, 60% dos pais em todo mundo não supervisiona o uso de smartphones, tablets e computadores de seus filhos antes de dormir. E isso é responsável pelo aumento de casos de privação do sono e insônia em 75% das crianças de 9 a 10 anos em todo mundo.

Se você ainda não se convenceu da quantidade de problemas de saúde que a tecnologia pode trazer ao seu filho, saiba que doenças mentais, agressividade excessiva e casos de vício digital estão entre os problemas mais comuns.

Classes mais baixas economicamente têm menos diagnósticos desse tipo, porque a infraestrutura para aparelhos móveis e internet é escassa. E consequentemente as crianças se ocupam com outras atividades.

A velocidade no consumo da informação causa ainda a chamada demência digital, que contribuí para déficit de atenção, insônia e diminuição da capacidade de concentração e memória.

Ok, mas o que seria ideal para não criarmos um monte de gente despreparada para o digital? A regra de que menos é sempre mais esta valendo.

Especialistas advertem que crianças de 0 a 2 anos não devem ter acesso algum. Entre 3 e 5 apenas uma hora por dia com supervisão, e de 6 aos 12, duas horas de utilização por dia; exposição no período da noite continua proibido para todo mundo, inclusive os adultos.

Não é porque seu filho quer dirigir aos 5 anos que você empresta seu carro para ele dar uma voltinha, certo? E isso deveria ser observado por nós quando presenteamos nossos filhos com aparelhos de ultima geração ou quando cedemos os smartphones para acalmar nossas crianças. O que pode parecer radical hoje pode salvar a vida de seu filho amanhã. Pense nisso!

Maria Augusta Ribeiro é profissional da informação, especialista em Netnografia, escreve para o Belicosa.com.br.



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