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Economia
Segunda - 07 de Dezembro de 2009 às 02:16
Por: Maria Angélica de Moraes

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No final do ano o número de vagas aumenta, principalmente por causa da oferta de empregos temporários

Conseguir um emprego e ter estabilidade no mercado de trabalho geralmente está na lista de planos para o ano seguinte, juntamente com a vontade de aprender um idioma, praticar exercícios físicos, deixar de fumar e aproveitar mais a vida. Especialistas são unânimes em dizer que a crise econômica já passou. O mercado está aquecido e aberto a contratações. No final do ano o número de vagas aumenta, principalmente por causa da oferta de empregos temporários. Este ano os analistas estimam que cerca de 123 mil vagas de trabalho estejam abertas, a grande maioria delas no setor varejista.

As empresas de recrutamento, que fazem a "ponte" entre quem quer contratar e aqueles que estão buscando um emprego, também sentem este aquecimento no setor. De acordo com Cristina Ohara, uma das sócias proprietárias da RH Brasil, a média mensal é de 100 vagas em períodos normais do ano. Em datas específicas, principalmente aquelas que movimentam o comércio (dia das mães, namorados, Natal) este número chega a dobrar. "No fim do ano cresce a oferta de vagas temporárias mas que podem se transformar em efetivações. Assim como aumenta o número de postos cresce também a procura". A RH Brasil tem cerca de 150 empresas como clientes.

De acordo com Cristina, o mercado em Mato Grosso está aberto a quem quer trabalhar. "Tem emprego e tem gente procurando, mas isso não significa que todas as vagas são preenchidas". A falta de qualificação, que tem a educação como raiz do problema, geralmente é um dos principais obstáculos. "Às vezes notamos nos testes que a pessoa não tem noções básicas de português ou matemática, imprescindíveis principalmente em setores em que este conhecimento é necessário como no caso de um caixa de supermercado, por exemplo", frisou Josiane Gimenes, também sócia proprietária da RH Brasil.

Outro ponto destacado pelas especialistas em mercado de trabalho é a postura do trabalhador. "Muita gente espera que as coisas aconteçam, não vai atrás. Outros não se adequam ao comportamento do mercado de trabalho. Hoje em dia está tudo diferente, há locais que funcionam 24 horas inclusive nos finais de semana, têm horários alternativos, mas tem gente que não se dispõe a esta flexibilidade", salientou Josiane.

Comprometimento é a atitude mais valorizada pelas empresas. Reunir qualidades como uma boa formação educacional e a força de vontade, ter determinação em crescer costumam facilitar a contratação. "Tem gente que é contratada e fica pouco tempo porque prefere ir para uma outra empresa que oferece um salário um pouco maior. É preciso pesar na balança estes benefícios, que muitas vezes são relativos. A empresa investe no funcionário e quer um retorno. Nem sempre a remuneração mais alta é a que vale mais a pena", observou Cristina.

Currículo - O currículo é o registro da história profissional e uma das principais ferramentas na hora de buscar uma vaga de emprego. Por isso a sua elaboração demanda alguns cuidados. Segundo especialistas no assunto, o currículo deve ser elaborado para destacar habilidades e realizações de maneira concisa. Os principais erros estão relacionados ao excesso. O documento deve conter dados pessoais, experiências profissionais recentes e os objetivos. Um bom currículo é a primeira metade do caminho para conseguir um novo emprego.

Visual - Discrição e sobriedade são as palavras de ordem neste momento importante na busca por um lugar no mercado de trabalho. As empresas, em sua maioria, tendem a aceitar o tradicional independente da região em que estão localizadas. Segundo Thomas Case, fundador da Catho, grupo especializado em colocação de profissionais, as impressões são muitas vezes mais determinantes para o sucesso do candidato que o currículo.

Uma pesquisa feita pelo grupo com 1.356 pessoas revelou informações importantes sobre o figurino ideal daquela pessoa que procura emprego. Cores escuras transmitem confiabilidade segundo 67% dos profissionais ouvidos. Para as mulheres o terno é o traje preferido por 62,5% dos profissionais que entrevistam candidatas. Cabelos femininos curtos foram a opção de 90,6% dos executivos. Maquiagem leve (para elas) e ausência de barba (para ele) completam o visual mais adequado.

Atitudes - Seriedade, objetividade e equilíbrio emocional devem ser demonstrados logo na entrevista. "O entrevistado deve ter a consciência de que está vendendo o seu bem mais valioso: sua mão-de-obra. Ele deve ser sério, objetivo, direto e, principalmente, não fugir de qualquer assunto abordado", diz Case.

Posturas inadequadas devem ser banidas e evitadas ao máximo como, por exemplo, falar gírias e palavrões, criticar empregos anteriores, perguntar sobre o salário, demonstrar impaciência, chegar atrasado e falar ao celular.

O candidato pode não saber mas ele está sendo avaliado desde que se apresenta. A maneira de entrar na sala, cumprimentar, se sentar, atitudes, gestos, movimentos, tom de voz e a forma de expressar. Tudo isso é levado em conta juntamente com o seu grau de instrução e cultura. "Quanto mais completo for o conteúdo, melhor para ele", frisou Cristina Ohara, da RH Brasil.

Mesmo uma época com grande disponibilidade de vagas e muitas contratações não significa que haverá emprego para todo mundo. "Às vezes chamamos 100 pessoas para pouquíssimas vagas e nem assim conseguimos preencher todas. Falta qualificação, a pessoa não tem os requisitos mais básicos", argumentou Josiane Gimenes.

Depois do currículo a entrevista é o segundo passo mais importante na conquista de um emprego. Mas encerradas estas etapas é preciso manter a mente aberta e a tranquilidade. De acordo com Lívio Callado, consultor especializado em marketing pessoal e etiqueta empresarial, seja qual for o parecer do entrevistador o entrevistado deve sair da sala da mesma forma que entrou, com a cabeça erguida, mantendo um sorriso discreto e agradecendo a atenção que lhe foi dispensada. "Ele deve se sentir tranquilo, ter uma expectativa confiante moderada para não se decepcionar, ser otimista e não desistir.". Além disso é imprescindível manter-se atualizado, investir em cursos e aproveitar ao máximo as oportunidades para um contínuo engrandecimento em educação e cultura.





Fonte: A Gazeta

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