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Cidades/Geral
Quarta - 22 de Maio de 2013 às 10:49

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Os servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso decidiram manter a greve, que completa nove dias nesta quarta-feira (22). A Justiça declarou o fim da paralisação na última segunda-feira (20) e alegou que o movimento é ilegal. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) alertou aos servidores que, em caso de descumprimento, a multa é de R$20 mil por dia. Mesmo sob alerta de corte de ponto, a classe que representa a categoria decidiu manter a paralisação.

O presidente do Sindicato dos Servidores de Mato Grosso (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues, disse que o sindicato irá pagar a multa dos servidores. “Estamos dispostos a pagar a multa e levar o corte de ponto, mas os servidores estão mostrando para a sociedade que acordo feito dentro do Poder Judiciário e nada é a mesma coisa”, lamentou.

A principal reivindicação dos funcionários é a criação de plano de carreiras. Segundo o sindicato, um acordo firmado em 2011 com o TJ-MT não foi cumprido. “Os trabalhadores firmaram um termo de compromisso e assumiram que não iriam fazer um movimento grevista nos anos de 2011 e 2012. E o TJ vinha honrando com o compromisso e pagando os passivos e em especial o pagamento da unidade real de valor”, disse.

Mas segundo o presidente, quando a progressão de 31 de dezembro de 2012 não foi implementada. “Nós já estamos indo para a metade do ano de 2013 e até a presente data não há uma solução por parte do TJ”, comentou.

O reflexo da greve dos servidores começa a ser visto na Defensoria Pública de Cuiabáx: cerca de 800 processos estão sendo prejudicados todos os dias.  “Eu diria que a cada 10 dias de greve nós teremos um atraso em cada processo. Nós temos um grande volume de processo e as escrivanias [estão] com um número insuficiente para fazer o atendimento”, concluiu a defensora pública, Elianeth de Oliveira.

Por meio de nota a assessoria de comunicação do TJ de Mato Grosso, informou à reportagem que o presidente do TJ, desembargador Orlando Perri, deve retornar nesta quarta-feira de uma viagem do interior do estado e que só deve se pronunciar sobre o movimento grevista quando chegar na capital.





Fonte: Do G1 MT

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