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Tecnologia
Sexta - 19 de Outubro de 2007 às 18:21

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Ao perceber que não apenas água, mas também energia ia embora pelo ralo junto com a água quente do chuveiro, o tecnólogo José Geraldo de Magalhães deu o primeiro passo para uma invenção que possibilita a redução de até 44% no gasto de energia elétrica residencial. Segundo informou a agência Fapesp, o chamado recuperador de calor para chuveiros elétricos, que ficou pronto sete anos depois da idéia inicial, utiliza a própria água do chuveiro para esquentar aquela que irá chegar depois.

A idéia é simples: ao invés de ir direto dos encanamentos para o chuveiro, a água é desviada por uma mangueira para uma plataforma de plástico reforçada, instalada no chão do banheiro. Essa plataforma tem 58 cm de diâmetro e 4 cm de altura e conta com um tapete e estrutura antiderrapante.

Dentro dessa plataforma está um trocador de calor, feito de alumínio. Com uma forma de encanamento em espiral, ele recupera o calor transmitido pela água quente do chuveiro, que cai no ralo, aquecendo a água limpa que está dentro do cano. Esse procedimento dura cerca de 20 segundos -- a água então é levada para o chuveiro.

O procedimento permite que a água chegue ao chuveiro já pré-aquecida. Normalmente, a água natural chega ao chuveiro a 20ºC, sendo então esquentada até 38ºC, temperatura usual do banho quente no inverno.

“Se ela já estiver com 27ºC, a diferença cai de 18º para 11ºC”, disse à agência Fapesp a professora Júlia Maria Garcia Rocha, do Grupo de Estudos e Energia (Green) do Instituto Politécnico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Ela foi a responsável por coordenar os dois testes que comprovaram tecnicamente a viabilidade do sistema.

“No início, nós não acreditávamos que o recuperador funcionasse. Depois fizemos os testes, o modelamento teórico e, no final, sugestões para melhorar o equipamento”, diz Júlia. “Fiquei tão impressionada que coloquei o recuperador na minha casa.”

Magalhães acompanha agora a distribuição de sete mil peças do equipamento para pessoas carentes da Região Metropolitana de Belo Horizonte, como parte de um programa financiado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). O recuperador é produzido pela empresa Rewatt Ecológica, da qual ele é um dos sócios.




Fonte: G1

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