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Cultura
Terça - 24 de Outubro de 2006 às 09:54

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A monarquia britânica caiu, e seus integrantes agora vivem confinados em um degradado conjunto habitacional. Esse é o fio condutor do novo livro de Sue Townsend, satirizando a rainha Elizabeth e sua complicada família.

Banida para um bairro exclusivo para desajustados sociais, a rainha se consola com seus adorados cães de estimação e cuida do seu marido, o príncipe Phillip, numa casa de repouso. Charles, o herdeiro do trono, conversa com sua horta orgânica, mas mantém uma vigorosa vida amorosa com a mulher, Camilla, cujas outras paixões na vida são fumar e falar com seus cachorros.

Townsend não esconde suas inclinações republicanas, mas reserva um final relativamente feliz para os personagens de Queen Camilla (rainha Camilla), o título do seu novo best-seller, lançado nesta semana e bem recebido pela crítica.

"Fico intrigada pelas razões de a monarquia ainda estar aí. Não acho que sirva a qualquer propósito", disse ela. Queen Camilla é continuação de "A rainha e eu" que já enviava a realeza para o exílio. "Seria uma gentileza aposentá-los graciosamente com um monte de terra, casas ótimas, uns poucos cães e alguns cavalos. É cruel fazer as pessoas agirem como fantoches de uniforme", afirmou.

"Não somos mais camponeses supersticiosos. Sabemos que eles não têm sangue azul, não têm poderes divinos. São apenas uma família normal, disfuncional", acrescentou. Mas o texto de Townsend deixa transparecer afeto por Charles e Camilla. "É uma história de amor genuína. Eles combinam. O problema com Charles e (sua primeira mulher) Diana é que ambos eram neuróticos e haviam tido infâncias lamentáveis."

Townsend galgou a fama literária na década de 1980, com O Diário Secreto de Adrian Mole, aos 13 anos e três quartos", que contava a história de um adolescente obcecado por si mesmo. Esse livro e suas seis sequências venderam mais de 11 milhões de exemplares e foram traduzidos em 43 idiomas.

Aos 60 anos, Townsend precisa ditar seus livros ao marido, devido ao avanço da diabete, que lhe afeta o equilíbrio e a visão. Só sai de casa em cadeira de rodas e aguarda um tratamento de diálise para os rins. "Posso me permitir a autocomiseração quando estou sozinha, mas não quero escrever a respeito. Estou ansiosa por não ser vista como uma Mãe Coragem."





Fonte: Reuters

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