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Politica Brasil
Quarta - 28 de Junho de 2006 às 14:42

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Gol do Brasil! Segundos depois, prepare os ouvidos. Uma infinidade de “buns” é conseqüência infalível. É Dia de São João, São Pedro, Santo Antônio e pronto, lá vem centenas de outros “buns”. Pena que, muitas vezes, as comemorações com fogos de artifício, de uma simples bombinha até poderosos rojões, sejam trágicas.

As enfermeiras Ana Lúcia De Conti e Brígida Lúcia Pereira, diretoras da Oficina de Enfermagem, contam que as crianças são as principais vítimas dos acidentes com fogos de artifício, e as mãos são as partes do corpo mais prejudicadas. Moradora do Parque Campolim, Ana se surpreende com crianças soltando fogos durante as comemorações depois dos jogos do Brasil. “O pior é que fazem isso na presença de seus pais, sem que estes imponham qualquer resistência”, alerta.

Um dos casos mais graves presenciados por Ana Lúcia foi no pronto-socorro da cidade de Jaboticabal (SP). “Uma menina de dez anos perdeu os dedos num acidente assim”, relembra. “Para reconstruir a ossatura perdida, a garota precisou ficar mais de um ano com a mão enxertada no abdômen para que, a partir dos ossos das costelas, novas estruturas ósseas surgissem”.

As vítimas não são apenas as crianças. Brígida também se recorda de um fato grave. “Há cerca de 20 anos, durante uma Copa do Mundo, uma dentista de São Paulo perdeu uma das mãos quando um rojão estourou antes do tempo”.

O quê fazer?

Brígida e Ana Lúcia afirmam que os maiores problemas das queimaduras são os procedimentos errados que os leigos adotam após o acidente. “Nunca deve ser colocado sobre o ferimento nada além de água ou gelo”, alertam. “Creme dental, óleo, manteiga, borra de café ou qualquer outro produto nunca deve ser aplicado”, enfatizam. Depois de resfriar o lugar afetado, deve-se retirar os resíduos possíveis com água e procurar atendimento médico ou ambulatorial.

Tem gente que faz isso?

Já imaginou alguém colocando óleo de cozinha sobre a queimadura de uma criança? Acredite, já teve quem fez isso. “Quando trabalhava em São Carlos, interior do Estado, uma mãe queimou os cabelos de seu filho com uma vela. As queimaduras, por si só, foram intensas. Para piorar o quadro, a mulher passou óleo de cozinha sobre os ferimentos e só levou o bebê ao hospital no dia seguinte. Como a região queimada armazena o calor, o óleo literalmente cozinhou a pele da cabeça da criança. “Foi horrível”, relembra e adverte sobre as conseqüências que as crendices populares podem causar.





Fonte: Da Assessoria

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