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Tecnologia
Terça - 31 de Janeiro de 2006 às 08:42

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Os fundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, viajaram diretamente da Suiça, onde participaram do Fórum Econômico Mundial, para o Brasil. Eles chegaram ao país, de surpresa, para conhecer o recém-inaugurado escritório da empresa em São Paulo. Nesta segunda, eles visitaram também a Cosan, maior exportadora de açúcar individual do mundo, no interior do Estado, para conhecer como é produzido o álcool combustível Etanol.

A visita teria sido por curiosidade e não para negócios, justificaram. "Só queríamos aprender. Até poderia haver interesse como investimento, mas não sei se eles precisam disso agora", comentou Brin sobre a Cosan, que recentemente captou R$ 770,23 milhões com sua primeira oferta de ações na Bovespa.

"Queríamos ver pessoalmente a escala incrível que ganhou essa alternativa real ao petróleo", complementou Brin. "Acabamos de vir de Davos, e fiquei surpreso com o nível de interesse nos últimos meses quanto à liderança do Brasil em etanol mundialmente", comentou Page. "Acho que muita gente tem esperança no que vocês desenvolveram aqui", afirmou.

Em entrevista, agendada poucas horas antes, Page e Brin apareceram vestindo camisetas amarelas parecidas com as da Seleção Brasileira, mas com a palavra "Google" na parte da frente. Avisaram que qualquer resposta menos certeira se devia ao jet lag entre Davos e São Paulo. A agenda dos executivos não foi divulgada, mas eles devem ir ao Rio de Janeiro e talvez a Brasília. Medidas de segurança foram tomadas, como informação restrita sobre o hotel no qual estão hospedados.

Durante a entrevista, no entanto, os dois se recusaram a comentar as medidas de segurança e elogiaram o Brasil. Há cerca de um ano, estiveram na China e na Índia, mercados em franca expansão e concorrentes diretos do Brasil na atração de investimentos. Segundo Brin, o mercado brasileiro é mais receptivo. "O Brasil não tem uma série de dificuldades de outros países, é uma economia razoavelmente livre. Consideramos que é um lugar fácil de fazer negócios e o nosso negócio vai crescer muito", afirmou.

Se na China o Google teve que se dobrar a restrições do governo aos serviços de Internet, no Brasil, o Orkut é uma comunidade que ganhou milhões de adeptos brasileiros e com o qual os executivos admitem que se possa experimentar novas fontes de receitas. Eles não deram detalhes.

Celular é a chave

A aposta do Google para Brasil e México, países em que o gigante da Internet fez investidas recentes inaugurando escritórios no final de 2005, é usar a grande massa de celulares ativos já que a base de internautas cresce, mas ainda é menor que o mercado de telefonia móvel. A vice-presidente para Operações na Ásia, Pacífico e América Latina, Sukhinder Singh Cassidy, disse que isso é prioritário. "O Brasil para nós é uma área-chave de investimento e o tamanho do mercado, 80 milhões de celulares, cria uma grande oportunidade", afirmou.

Ela não quis comentar como andam as negociações para esse segmento no Brasil nem deu estimativa de lançamento de serviços Google nessa plataforma. Muito vai depender, de acordo com a executiva, de ter engenheiros locais e internacionais suficientes para atender a todas as prioridades dentro da empresa. "Nossa maior restrição não é dinheiro, são máquinas e pessoas", comentou.

No mercado brasileiro, onde o Google tem um centro de pesquisa e desenvolvimento decorrente da aquisição da empresa Akwan, de Belo Horizonte, o desafio é contratar os melhores profissionais do país, segundo o diretor-geral, Alexandre Hohagen. Tanto no Brasil quanto no México, segundo Cassidy, será preciso também divulgar às pequenas empresas o modelo de negócios de links patrocinados do Google.




Fonte: Terra

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