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Terça - 30 de Novembro de 2004 às 13:02
Por: Márcia Oliveira

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O advogado de João Arcanjo Ribeiro, Zaid Arbid, já está em Montevidéu, no Uruguai, onde tem até quinta-feira (2) para recorrer, na Suprema Corte, da decisão de extradição de seu cliente, emitida pelo Tribunal de Apelações do 2º Turno, no último dia 17.

Zaid não adiantou quais foram os argumentos que utilizou no procedimento para rebater os motivos considerados pelos juizes, que concederam a extradição.

Os juizes Alfredo Gómez Tedeschi, Dardo Preza e William Corujo entenderam que os crimes de porte ilegal de armas e receptação, assassinatos, formação de quadrilha, contrabando e falsificação ideológica de documentos e crime tributário são suficientes para devolver Arcanjo ao Brasil. As alegações foram apontadas no pedido de feito no Brasil pelo Ministério Público Federal e acatado pela Justiça. Mas, com o recurso - que pode nem ser aceito pela Suprema Corte -Mato Grosso continua sem saber quando o acusado de comandar o crime organizado será entregue ao Estado.

Arcanjo é o único membro do "grupo" que continua preso no Uruguai. Sua mulher, Silvia Shirata, foi libertada na segunda quinzena de novembro, quando seu pedido de extradição foi negado. A legislação uruguaia não considera lavagem de dinheiro como crime e esse foi o único motivo alegado por Mato Grosso para trazê-la de volta. Já o homem considerado o braço direito de Arcanjo, o uruguaio Adolfo Sesini, também teve o pedido de extradição negado.

O juiz da 1ª Vara Federal, Julier Sebastião da Silva, responsável pelo pedido, afirma que só avaliará se existe recursos para as duas negativas, depois que receber oficialmente a decisão. Até ontem, ele ainda não havia recebido. Ainda segundo a decisão dos juizes uruguaios, Arcanjo só poderá ser extraditado para o Brasil se a sua condenação por porte ilegal de armas for anulada e um novo julgamento for realizado. Os juízes daquele país consideraram que essa condenação foi feita à revelia do acusado.




Fonte: A Gazeta

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