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Nacional
Quarta - 27 de Outubro de 2004 às 06:37

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Após quase cinco horas de negociação, o avanço da reunião entre Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e a Executiva Nacional dos Bancários, que começou na tarde de hoje, foi a aceitação por parte dos bancos de elaborar um nova proposta para a categoria.

As negociações entre banqueiros e bancários continuam amanhã, às 13h, no Hotel Holiday Inn Jaraguá, na região central do município de São Paulo.

"Os banqueiros finalmente compreenderam que uma nova proposta deve ser apresentada à categoria", avalia o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, em nota enviada à imprensa.

"Nossa expectativa é de que amanhã a Fenaban apresente uma proposta que possa ser levada aos trabalhadores, em assembléias nos próximos dias", completa o dirigente.

A proposta dos bancários até então previa reajuste salarial de 8,5% mais R$ 30 para quem ganha salários de até R$ 1.500 - o que implicaria em reajustes de até 12,77% e aumento real de 5,75%.

Na reunião desta terça-feira, os bancários também solicitaram o pagamento dos 30 dias de paralisação da categoria.

"No encontro desta tarde conseguimos discutir vários pontos em busca de um acordo. Nós deixamos claro para os banqueiros que a solução para esta Campanha Salarial passa necessariamente por uma melhoria na proposta já apresentada", explicou Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT e coordenador da Executiva. Os membros da Executiva Nacional se reúnem pela manhã, às 10h, no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região para preparar a negociação do período da tarde.

Negociação anterior

Na segunda-feira, quando os representantes dos bancos e dos trabalhadores da categoria se encontraram, a reunião acabou em clima tenso. Membros da Fenaban se disseram desrespeitados e se retiraram do encontro com a Executiva Nacional dos Bancários.

A Executiva havia solicitado a retomada das negociações e reapresentou a sua contraproposta, aprovada em diversas assembléias, de reajuste de 19% e abono de R$ 1.500, como forma de reabrir o diálogo. Protestou ainda pela falta de negociações durante o período da greve.




Fonte: Terra

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