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Educação/Vestibular
Terça - 02 de Março de 2004 às 13:40
Por: Rubens de Souza

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A greve dos profissionais da rede estadual de ensino poderá chegar a 100 dias. Explica-se: o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep) dispõe de R$ 1 milhão em caixa para “bancar” a multa imposta pelo Poder Judiciário, no valor de R$ 10 mil por dia para cada dia de greve. O dinheiro é da contribuição dos associados. A revelação foi feita pelo presidente do Sintep, Júlio César Viana, no calor das críticas pelo endereçadas ao Governo e ao Poder Judiciário.

Mesmo antes de começar, a paralisação dos professores foi declarada liminarmente ilegal por decisão da juíza plantonista Marilsen Andrade, da Vara da Fazenda Pública. A magistrada determinou que o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso deverá pagar R$ 10 mil por dia a título de multa em caso de desobediência da decisão. Com R$ 1 milhão em caixa, o Sintep resiste 100 dias de greve.

Na assembléia-geral realizada nesta segunda-feira, com a presença de mais de mil profissionais, a paralisação foi confirmada. Mais que isso: estabeleceu-se o enfrentamento. Segundo Júlio César, a medida do Governo contra a greve pode ser considerada como sendo “irresponsável”. À Justiça, Júlio César classificou o ato judicial de declarar a greve ilegal de forma liminar como truculência. Palavras fortes que César admite serem prejudiciais ao bom termo, mas que, de qualquer forma, foram expressadas.

As negociações estão na estaca zero. A proposta do Governo foi considerada ridícula pelos professores. Ou melhor: foi ridicularizada. Há impasse de toda ordem. O Executivo diz que chegou ao máximo de sua capacidade quando propôs 7,67% para toda a categoria. O Governo ainda propôs aos professores com mestrado ou doutorado mais 10% de reajuste. Além disso, o Executivo institui o Incentivo à Docência na ordem de 12% aos profissionais que efetivamente estão em sala de aula.

Nada feito. Os servidores reivindicam um reajuste linear de 21,64%. A categoria não aceitou também discutir sequer a proposta de 10,2% de reajuste. A proposição resultou após uma reunião dos deputados com o governador Blairo Maggi e com a secretária de Educação, Ana Carla Muniz. A categoria rejeitou também o reajuste de 9% linear para todos.

Há também discrepância entre os números de profissionais da educação apresentados pela Seduc e os defendidos pelo Sintep. “Vamos acompanhar esta busca de informações pela Assembléia, pois será uma forma de analisarmos concretamente a disponibilidade de recursos para o reajuste” – disse Júlio César Viana, após participar de reunião com o presidente da Assembléia Legisaltiva, deputado José Riva (PTB), único canal de interlocução entre categoria e Governo.

“Acredito sempre no bom senso e que o diálogo não pode parar. A Assembléia vai continuar intermediando as negociações" - disse Riva, mesmo sabendo que está longe esse entendimento.




Fonte: 24 Horas News

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