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Saúde
Terça - 24 de Novembro de 2020 às 10:24
Por: Joanice de Deus/Diário de Cuiabá

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Em 2019, foram quatro mortes. A incidência estadual é de 1.348 casos para 100 mil habitantes
Em 2019, foram quatro mortes. A incidência estadual é de 1.348 casos para 100 mil habitantes

Os casos de dengue ultrapassam as 45 mil notificações neste ano, em Mato Grosso.

A quantidade representa um incremento de 203,1% se comparado a 2019, quando foram contabilizados 14.878 registros da doença, e deixa o Estado com alto risco para a doença.

Situação que tende a se agravar com o início do período chuvoso. Dos 45.101 registros, 29.146 já foram confirmados.

A associação de água parada proveniente das chuvas e altas temperaturas são preocupantes, pois é a combinação perfeita para o surgimento de criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, do zika e da chikungunya.

Além disso, essa evolução de casos está relacionada a reintrodução de um tipo de vírus, que circulou entre nós em 2008 até 2011, que é o DEN tipo 2.

“Obviamente, no período a seca esses casos diminuíram bastante, mas a tendência é que com o início das chuvas, eles aumentarem sim e tem uma perspectiva de interiorização desses casos”, informou, em entrevista à TVCA, o secretário-adjunto de Atenção e Vigilância em Saúde, Juliano Melo.

Ele explicou ainda que são quatro sorotipos virais da dengue. Destes, o sorotipo 2, historicamente, tende a apresentar evolução mais grave.

No Estado, boletim da Secretaria de Estado de Saúde aponta ainda para 17 óbitos confirmados e outros três em investigação em decorrência da dengue neste ano.

Em 2019, foram quatro mortes. A incidência estadual é de 1.348 casos para 100 mil habitantes.

Entre os municípios, Rondonópolis e Sinop apresentam alto risco com 2.325 e 8.504 registros da doença, respectivamente.

As duas maiores cidades em termos populacionais, Cuiabá e Várzea Grande, têm risco médio. Na Capital, são 879 casos e, em Várzea Grande, 315 notificações.

A DOENÇA - A dengue é uma doença viral transmitida principalmente pela picada da fêmea do Aedes.

Quando infectada, a vítima pode sentir uma série de sintomas como febre, dores de cabeça, tonturas e cansaço.

O mosquito também causa a zika e a chikungunya, que nestes dois casos, o Estado apresenta baixo risco para os dois tipos de agravos.

Neste ano, já são 704 notificações da zika e 747 casos da chikungunya.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde, a pessoa deve suspeitar de dengue quando ocorre febre alta (40°C), acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça intensa, dor atrás dos olhos, dores musculares e articulares, náusea, vômito, inchaço nas glândulas e manchas pelo corpo.

Os sintomas geralmente permanecem por 2 e 7 dias, após o período de incubação e de 4 a 10 dias depois da picada do mosquito infectado.

Já no caso de doença grave os sinais de alerta ocorrem entre 3 e 7 dias após os primeiros sintomas e incluem: dor abdominal intensa, vômito persistente, respiração rápida, sangramento na gengiva, fadiga, agitação e vômitos com sangue.

O principal cuidado é o combate ao mosquito transmissor.

Algumas das recomendações serem seguidas são cobrir, esvaziar e limpar semanalmente recipientes domésticos que possam armazenar água; aplicar inseticidas apropriados para recipientes de armazenamento de água ao ar livre; proteção da casa e de seus moradores, usando telas nas janelas, roupas de mangas compridas, materiais tratados com inseticidas e vaporizadores; reforçar a participação da comunidade e a mobilização para sustentar o controle de vetores.





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