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Internacional
Quinta - 11 de Fevereiro de 2021 às 10:27
Por: Isto É

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Pesquisadores consideram que os coronavírus só podem infectar células humanas depois que o vírus passa por um hospedeiro intermediário (Crédito: Reprodução/Pexels)
Pesquisadores consideram que os coronavírus só podem infectar células humanas depois que o vírus passa por um hospedeiro intermediário (Crédito: Reprodução/Pexels)

Um grupo de cientistas encontrou um coronavírus relacionado ao SARS-CoV-2, responsável pela pandemia que está afetando o mundo inteiro. Este novo coronavírus, denominado RacCS203, foi descoberto no sangue de morcegos que viviam na Tailândia.

Os pesquisadores, liderados pela Chulalongkorn University em Bangkok, sequenciaram o genoma do novo vírus para descobrir qualquer relação com outros coronavírus, incluindo aquele que causou a pandemia.

De acordo com a publicação desta quarta-feira, 10, na revista Nature, esta nova variante compartilha 91,5% de seu código genético com covid-19. Os pesquisadores acreditam que o vírus é incapaz de infectar as pessoas, devido à sua incapacidade de se ligar ao receptor ACE2 nas células humanas.

Apesar disso, o estudo revelou que os anticorpos que circulam no sangue de morcegos infectados e os pangolins são eficazes na neutralização do vírus SARS-CoV-2. Os especialistas presumem que os coronavírus baseados em morcegos não seriam capazes de infectar humanos.

Por outro lado, os pesquisadores consideram que os coronavírus só podem infectar células humanas depois que o vírus passa por um hospedeiro intermediário, como um pangolim. Nesse caso, ocorreria a mutação, conferindo-lhe a capacidade de se ligar ao ACE2 e, dessa forma, infectar humanos.

Essas novas descobertas são consistentes com o anúncio feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta na última terça-feira, afirmando que é “extremamente improvável” que a causa da pandemia tenha sido devido a um vazamento em um laboratório na China.

Vírus semelhantes foram encontrados na China e no Japão nos últimos meses , mas a descoberta desse novo vírus indicaria a presença de mais variantes do que se pensava anteriormente.





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