Publicidade
Repórter News - www.reporternews.com.br
Cultura
Quinta - 18 de Fevereiro de 2021 às 11:59
Por: Da Assessoria

    Imprimir


- Foto por: Fred Gustavos

A | A

Expoente da cultura cuiabana, mas que a propósito nasceu em Dourados (MS), a cantora e compositora Vera Capilé tem passado os últimos dias revivendo as memórias. Uma das homenageadas do edital Conexão Mestres da Cultura da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a artista vai ter sua biografia registrada em livro, documentário e ainda, uma coletânea com as músicas mais marcantes de sua carreira será lançada.

“Disseram que precisavam do meu release e nem questionei. Depois, me chamaram para um café: ‘Vera, você vai ser homenageada’. Chorei igual criança”, se diverte ao lembrar da boa nova levada pela proponente do projeto, Tatiana Horevicht.

“Vera nasceu em Mato Grosso do Sul, numa época em que os estados eram um só. E ao viver boa parte de sua vida em Cuiabá, sua história se entrelaça de tal maneira com a cultura de Mato Grosso, que ela se tornou um dos ícones da cultura mato-grossense. Tem uma contribuição imensurável e incontestável quando revisitados os 60 anos de carreira que completa em 2021”, destaca Tatiana. Na empreitada recebe suporte do historiador Luiz Gustavo Lima e da cineasta Juliana Capilé.

E se alguém contestar a legitimidade da informação, Vera emenda brincando: “Já tenho até título de cidadã cuiabana”. E entrega: “acredita que ainda não tenho a de cidadã mato-grossense? Fica a dica!”, ri muito.

Livro, documentário e CD

No primeiro mês do projeto, cuja execução está focada na produção do livro, Vera sabe que ainda tem muito “chão” pela frente. “Me pediram para garimpar fotos antigas, vamos fazer fotos atuais e tenho dado É tanta coisa que estou revivendo”.

Para o documentário, cujas gravações ainda vão começar, serão promovidos encontros com amigos e importantes parceiros artísticos. “Imagina só o nível de felicidade que estou vivendo! Me reunir com grandes amigas como Glória Albues, Vitória Basaia e Lúcia Palma! Mal posso esperar”.

Tatiana ressalta que junto aos livros, serão encartados os CDs e está na lista dos pontos de distribuição, bibliotecas de todo o Estado de Cuiabá. “Dessa forma a gente contribui como fortalecimento da história cultural de nosso Estado”.

O documentário arremata as diferentes nuances da proposta selecionada pelo edital da Aldir Blanc, viabilizado pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer (Secel-MT) em parceria com o Governo Federal via Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo.

O titular da Secel, Beto Machado, celebrou a homenagem à Vera. “Além de ser uma artista fabulosa, Vera Capilé é uma ativista da cultura mato-grossense. Sua arte honra o conjunto do patrimônio imaterial de Mato Grosso”.

Trajetória inconteste

Nesse exercício de revisitar suas memórias, Vera tem fortalecido também sua autoestima. “Daí que eu fui olhar para trás. Foi tanta coisa que eu já fiz, representando nossa cidade, nosso Estado e até o nosso país em apresentações internacionais como a que fiz”.

Vera levou o nome e a música de Mato Grosso para todo o Brasil e para a França em turnê pelo Projeto Pixinguinha ao lado de Simone Guimarães e Renato Brás. Ela cantou, entre outras músicas, o hino de São Benedito, do qual é devota. Ela também é reconhecida por performances memoráveis entoando os hinos de Cuiabá, Mato Grosso e nacional, à capela ou ao som da viola de cocho. Muitas destas, na companhia de outro grande parceiro, Habel Dy Anjos.

Além de toda a colheita que vem de uma longa trajetória em defesa da cultura mato-grossense, Vera espera que esse momento único de sua carreira possa reforçar suas raízes. “Gostaria muito que as pessoas soubessem que tive todas essas pessoas que deram base, a principal delas, meu pai”. Sinjão Capilé foi quem sempre a orientou.

“Nunca elogiou. Ele só me olhava. Mas um dia, quando ele estava me acompanhando em um show em 2015 e ele tinha 99 anos, ficou me olhando por um tempo como se nutrisse grande admiração e disparou: eu nunca vi alguém cantar como você. Eu sabia como me amava, mas até então, nunca tinha expressado. É um momento inesquecível da minha vida”.

Para tornar esse momento que está vivendo ainda mais especial, Vera também arremata o livro em que reconta A propósito, Vera adianta que também ela teve projeto aprovado no edital MT Nascentes. Oportunidade que terá de publicar um livro sobre a trajetória do pai, que não só foi expoente da música, como também, da história política de Mato Grosso. “Mas isso é uma outra história, aguardem”.





Comentários

Deixe seu Comentário

URL Fonte: http://www.reporternews.com.br/noticia/440598/visualizar/