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Sexta - 17 de Setembro de 2021 às 06:28
Por: Airton Marques / Wesley Santiago - Olhar Direto

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O secretário de estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), Marcelo de Oliveira, o Marcelo Padeiro, reagiu ao fato de Cuiabá ter adquirido ônibus novos mas incompatíveis com as estações do Bus Rapid Transit (BRT), que deverão ser construídas em substituição ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). De acordo com o gestor, o município tinha conhecimento das especificidades necessárias para que a frota municipal integre com o novo modal. Várzea Grande também fez aquisição de veículos incombináveis.


“Tudo foi feito com total transparência. Estou cansado de falar isto. A prefeitura de Cuiabá foi convidada para todas as reuniões, sem exceção. A Semob foi notificada de que o BRT é piso baixo. As reuniões, existem atas, que foi dito que seriam ônibus de piso baixo. Parece que as pessoas que ficam batendo o pé. O que a gente quer é o melhor”, afirmou, durante a primeira audiência pública para apresentação do anteprojeto do BRT, nesta quinta-feira (16).



“Quando a prefeitura anunciou a aquisição dos ônibus. Tivemos o cuidado de informar Cuiabá e Várzea Grande que os ônibus eram de piso baixo. Está documentado”, completou.



Quando a prefeitura anunciou a aquisição dos ônibus. Tivemos o cuidado de informar Cuiabá e Várzea Grande que os ônibus eram de piso baixo. Está documentado

Quando questionado sobre o que fazer com os veículos que não servirão para integrar com o BRT, Marcelo foi direto, afirmou que não é um problema dele ou do Estado. No início do ano, o governo chegou a notificar a Prefeitura de Cuiabá, requerendo a suspensão da aquisição de novos ônibus, como estava previsto em concessão realizada no ano passado. A justificativa era justamente a necessidade de um projeto que integrasse com o BRT.



O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), no entanto, deu continuidade e, em agosto, recebeu 144 novos veículos com portas do lado direito e esquerdo. Estudo da Sinfra, no entanto, apontou que a abertura para a esquerda é de piso alto.



Audiência



Durante a apresentação do projeto, Marcelo ressaltou que a realização das audiências é justamente tirar as duvidas que ainda restam sobre a construção do modal. “Para depois não vir com mentiras. Ah o ônibus não é isso, não é aquilo. É um veículo elétrico, com melhor tecnologia do mundo, não tem catenária suspensa. As faixas vão ser usadas por ambulância, polícia, entre outros”.



“Será muito melhor, abranger maior parte da população. Você pode colocar outro tipo de ônibus no mesmo corredor, sair dele e fazer transposição. Isso é pra mostrar definitivamente que o BRT é muito melhor, mais versátil”, completou.



O secretário também afirmou que o governo estadual não tem nada a esconder em relação a troca dos modais e que desde o início, quando ainda avaliava a possibilidade de concluir o VLT trabalha com transparência.



“Nada do que está sendo feito, está errado. Estudos e projetos foram feitos. Tudo para que chegássemos a conclusões. Se alguém ainda tem dúvida, a audiência pública serve para isto. Estamos conversando com o Comitê da Caixa Econômica. Foram feitas várias reuniões. Tivemos conversas com o Consórcio Vale do Rio Cuiabá, colocamos todos os nossos estudos para que tivessem conhecimento. Nada foi feito às escondidas. Todos os passos foram com total transparência. Acho que hoje é mais uma demonstração disto”, pontuou.





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