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MT Eleições 2014
Domingo - 16 de Maio de 2010 às 06:12
Por: Ana Rosa Fagundes

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Ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB) foi o primeiro a deixar a televisão para tentar novamente uma vaga ao Senado
Ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB) foi o primeiro a deixar a televisão para tentar novamente uma vaga ao Senado

Seis apresentadores de TV da Baixada Cuiabana devem sair do ar até dia 1º de julho. Eles serão candidatos na eleição 2010. De acordo com a legislação eleitoral, é vedado às emissoras transmitir programas apresentados ou comentados por candidatos escolhidos em convenção partidária.

Os vereadores por Cuiabá Everton Pop (PP) e Toninho de Souza (PDT), os deputados estaduais Sérgio Ricardo (PR) e Maksuês Leite (PP), o ex-deputado Walter Rabello (PP), o ex-secretário de Comunicação de Várzea Grande, Jeverson Missias (PR) e o ex-senador Antero Paes de Barros vão tentar mandato eletivo este ano.

Antero, candidato ao Senado, saiu do ar na terça-feira passada, quase dois meses antes do prazo final exigido pela lei eleitoral. Ele apresentava o programa que levava seu nome no canal 47, TV Cuiabá. O ex-senador afirmou que sua atitude visa equilibrar a disputa eleitoral e garantir lisura ao processo.

Everton Pop apresenta o programa de entretenimento “Cidade 40º”, na TV Cidade Verde, afiliada da Band. Ele sempre trabalhou com comunicação, mas no último pleito municipal decidiu entrar na política. Foi, inclusive, o vereador mais votado da cidade. O deputado Sérgio Ricardo também está no mesmo canal que o vereador pop, com o “Programa Sérgio Ricardo”. Pop não oficializou sua pré-candidatura.

Toninho de Souza e Maksuês Leite, que comandam programas policiais, o primeiro na TV Record e o outro na TV Cuiabá, também vão disputar vaga na Assembleia.

Jerverson Missias é um caso particular. Ele acabou de estrear dois programas na TV Rondon, afiliada da Rede TV!, canal 5. Portanto, vai ficar no ar aproximadamente três meses apenas. Ele apresenta o “Seu Programa de Domingo” em que recebe convidados para conversas descontraídas, e “Comunidade em Ação”, que vai ao ar aos sábados. Nesse, ele percorre bairros da periferia de Várzea Grande, mostrando as mazelas da população. Missias também é candidato a deputado estadual.

O número expressivo de comunicadores televisivos levanta uma questão polêmica. Para o professor da UFMT, doutor em Educação, Manoel Motta, as pessoas que têm programa de TV levam alguma vantagem sobre os outros candidatos, mas isso não é fator determinante para ganhar uma eleição. Segundo Motta, as forças políticas são mais importantes no pleito. “Primeiro que qualquer cidadão tem o direito legítimo de ser candidato, seja comunicador ou não. E depois que a eleição de um comunicador não é mecânica e automática. Ser apresentador não é prerrogativa para ser eleito, caso contrário teríamos 24 parlamentares apresentadores na Assembleia”, disse Manoel Motta.

Como exemplo prático, ele cita a eleição para a prefeitura de Cuiabá em 2008, quando um apresentador de TV que tinha grande apelo foi candidato. Walter Rabello, apesar da popularidade, não conseguiu chegar ao segundo turno. O prefeito Wilson Santos (PSDB) foi reeleito no segundo turno contra o empresário Mauro Mendes (PSB), na época no PR, apoiado pelo então governador Blairo Maggi (PR). “As duas forças políticas ganharam o jogo: o PSDB que tinha o comando da Capital e o PR, o governo”, explicou o professor.

Mais radical, o professor Roberto Boaventura, doutor em ciências da comunicação, defende que os políticos-apresentadores levam vantagem sobre os outros candidatos. “A imagem tem um poder muito forte. Os que se candidatam sabem disso”, afirmou o Boaventura.

O professor afirma que há ainda mais vantagem quando os programas são formatados com uso de linguagem apelativa, com comunicadores que se prestar a resolver problemas de bairros, famílias e até fazem uso de a religião para buscar mais aproximação com o público eleitorado.

Os apresentadores devem sair do ar até o dia 1 de julho. Porém, no dia 6 de julho a propaganda eleitoral já é liberada.






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