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Saúde
Domingo - 06 de Dezembro de 2009 às 18:36

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Em fase de aprovação no Brasil pela Anvisa e aprovado na Suécia, Finlândia, Áustria, Alemanha, Portugal, Espanha, Itália, México, Coreia do Sul e Nova Zelândia chega ao Brasil em breve o primeiro remédio para a ejaculação precoce. Trata-se do Priligy, da Janssen-Cilag, à base de dapoxetina. O medicamento poderá ser tomado algumas horas antes do ato e é uma alternativa para substituir os tratamentos tradicionais com antidepressivos. A disfunção sexual atinge um em cada três homens brasileiros, segundo pesquisa do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Apesar de sua alta prevalência, o problema ainda é cercado de muito desconhecimento, tabus e preconceitos. "É comum atendermos em consultório pacientes que relatam ter a disfunção há anos, mas que não procuravam ajuda por vergonha. No entanto, temos evidências de que, quanto mais precoce for o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento", afirmou Celso Gromatzky, doutor em Urologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), coordenador da Unidade de Medicina Sexual (disciplina de urologia) na Faculdade de Medicina do ABC, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Urologia (seccional São Paulo) e do Núcleo de Urologia do Hospital Sírio Libanês (SP). Enquanto o medicamento não chega às farmácias, confira 10 questões mais comuns sobre o assunto respondidas pelo urologista.

1) O que é ejaculação precoce? É a ejaculação que ocorre logo após a penetração ou antes que ela ocorra, causando desconforto e/ou sofrimento ao paciente e/ou à parceira.

2) Existe um parâmetro para calcular o tempo médio de uma ejaculação considerada normal? Os dados mais relevantes que temos nesse sentido são fruto de um estudo publicado em 2005, no Journal of Sexual Medicine. A pesquisa mostrou que esse tempo varia em torno de cinco minutos após o início da atividade sexual.

3) Quando há necessidade de tratamento? A ejaculação precoce começa a se tornar um problema quando é frequente e atrapalha a vida sexual do casal. Nesse caso, é fundamental procurar um médico. No entanto, vale ressaltar: a maioria dos homens que sofre com esse distúrbio o apresenta desde o início de sua vida sexual.

4) Há um exame que faça o diagnóstico preciso da doença? Hoje em dia, o que mais usamos em consultório são questionários específicos. Existem pelo menos três questionários com validação internacional e que podem ser aplicados para ajudar a detectar o problema de ejaculação precoce.

5) Quais são as causas? Ainda não há consenso sobre isso. No entanto, as pesquisas mais relevantes que temos apontam para uma forte relação com a carga genética e com situações de grande ansiedade e estresse.

6) Como é o tratamento? Ele pode ser feito por meio de remédios via oral, psicoterapia ou medicamentos tópicos (pomadas de uso local). Essas terapêuticas podem ser, inclusive, combinadas, de acordo com o perfil do paciente. O tratamento, em geral, tem duração de 120 dias.

7) O que muda no tratamento com a chegada do Priligy, à base de dapoxetina, primeiro medicamento para a ejaculação precoce? Hoje em dia, o tratamento é feito com antidepressivos capazes de atuar na região do cérebro que comanda a sensação do orgasmo. A partir da introdução desse novo medicamento, teremos o primeiro remédio especialmente desenvolvido para tratar a ejaculação precoce. A dapoxetina é um princípio ativo com mecanismos de ação semelhantes aos de seus precursores, porém, ela conta com propriedades farmacodinâmicas e farmacocinéticas muito superiores, no que diz respeito à absorção, pico de ação e eliminação dessas substâncias pelo nosso organismo. Com os antidepressivos, o uso tem de ser contínuo; o consumo, diário. Por isso mesmo, é maior o risco de sofrer com efeitos colaterais - sonolência, boca seca e, em alguns casos, diminuição do desejo sexual e piora na qualidade da ereção. Já a dapoxetina tem a vantagem de poder ser administrada apenas algumas horas antes da relação sexual, como acontece com os medicamentos para disfunção erétil. Isso diminui o risco de efeitos indesejáveis causados pelo uso prolongado. Além disso, a retirada dos medicamentos mais antigos tinha de ser lenta e gradual, num processo que poderia durar de três a quatro semanas, o que não acontece com a nova droga.

8) Existem exercícios capazes de ajudar o homem a controlar melhor sua ejaculação? As psicoterapias comportamentais normalmente indicam treinos que podem ser feitos pelo paciente individualmente e com a parceira, durante o ato sexual. Eles podem ajudar na recuperação.




Fonte: Terra

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