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Economia
Segunda - 06 de Abril de 2009 às 17:40
Por: Ygor Salles

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A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) prevê uma redução de 3,9% nas vendas internas de veículos em 2009, para 2,71 milhões de unidades. Já a produção deve cair 11,2%, para 2,86 milhões --em um ritmo maior do que o das vendas internas devido à forte queda nas exportações.

Se os dados se confirmarem, será a primeira vez desde 2003 que as vendas internas apresentarão redução ante o ano anterior, e desde 2002 para a produção.

Segundo o presidente da entidade, Jackson Schneider, a retração nas vendas já contempla a não prorrogação de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) menor --iniciada no final do ano passado e garantida até o final do primeiro semestre-- até o final do ano.

Na semana passada, Schneider afirmou que se o governo não prorrogasse as reduções nas alíquotas do IPI (previstas para acabarem em 31 de março), a venda de veículos poderia retrair até 30%. A medida, no entanto, foi estendida por mais três meses.

"Apesar da queda, só ficaremos pior do que a China. Os outros mercados devem cair e muito", disse o executivo. Para ele, a China deve "crescer um pouco".

Devido ao enfraquecimento dos demais mercados, a previsão de exportações de veículos é de queda muito maior do que a das vendas internas --de 32% de redução, a 500 mil unidades. Já o valor das exportações deve cair 39%, para US$ 8,5 bilhões.

No mercado externo, disse Schneider, a competição deve ficar ainda mais acirrada. "A competição já era difícil, e vai ficar ainda mais", afirmou ele, lembrando que alguns grandes mercados automobilísticos, como China e Índia, estão com grande capacidade de produção ociosa e devem dificultar a concorrência.

A necessidade de busca por novos mercados deve respingar no Brasil, disse o presidente da Anfavea. Porém, ele lembra que o mercado automobilístico segue uma lógica diferente de outros ramos industriais, já que exige investimentos e tempos maiores para a conquista de mercado.

"Não é só desovar o produto numa prateleira de supermercado e esquecer. O setor automotivo é muito mais difícil. Precisa de uma rede de concessionárias, estoque de peças, treinamento de mão de obra, principalmente mecânicos, entre outros gastos", afirmou Schneider.

Março

Segundo divulgou a Anfavea hoje, a produção de veículos se recuperou em março em relação a fevereiro deste ano, mas recuou sobre o mesmo mês do ano passado. De acordo com a entidade, no mês passado foram produzidos 272,4 mil veículos, ante 283,7 mil em março de 2008, baixa de 4%. Em relação ao mês anterior, fevereiro (202,9 mil), foi registrada alta de 34,2%.

No primeiro trimestre, a produção somou 660 mil veículos, queda de 16,8% na comparação com o mesmo intervalo de 2008 (792,9 mil).

Os licenciamentos, indicador de vendas, atingiram 271,4 mil veículos em março, alta de 36,2% em relação a fevereiro (199,4 mil) e crescimento de 16,9% na comparação com o registrado no mesmo período de 2008, quando foram comercializadas 232,1 mil unidades.

No trimestre, as vendas somam 668,3 mil, avanço de 3,1% na comparação com o mesmo período de 2008 (648 mil).





Fonte: Folha Online

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