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Saúde
Quarta - 07 de Junho de 2006 às 21:10
Por: Roseli Cordeiro

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Projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Cuiabá dispõe sobre a criação do programa de reposição hormonal na rede municipal de saúde. O programa será desenvolvido nas policlínicas para atender mulheres com idade superior a 45 anos em menopausa comprovada por exame laboratorial hormonal, bem como mulheres jovens com menopausa precoce comprovada por exames laboratoriais ou laudo cirúrgico de retirada de ovários, sob o acompanhamento de ginecologista.

Estudos científicos demonstram que na menopausa a diminuição de taxas de estrogênio está associada à diminuição da massa óssea levando à osteopenia e osteoporose que aumenta a gravidade das fraturas, gerando um custo real no tratamento desses eventos (hospitalização, cirurgia, UTI, medicação, recuperação) bem como social na medida que gera seqüelas e limitações.

O déficit de estrogênio provoca ainda mudanças no funcionamento do organismo feminino como insônia, disfunção da memória e da atenção, labilidade emocional, insônia que prejudicam sobremaneira a atividade laborial das mulheres nesse período, além de aumentar a vulnerabilidade a determinadas doenças.

A reposição, segundo o autor do projeto, vereador Luiz Poção (PSB), significa uma melhora na qualidade de vida das mulheres na menopausa, as mantém sob acompanhamento médico, previne e trata, de modo coadjuvante a osteoporose, proporcionando a elas melhor qualidade de vida.

Poção acredita que o município terá uma redução significativa de gastos com internações, cirurgias, medicamentos ligados diretamente às doenças causadas pela falta de hormônio nas mulheres que estão na menopausa, se efetivar o tratamento preventivo dessas patologias.

O ingresso da mulher no Programa de Reposição Hormonal estará condicionado a prescrição e acompanhamento regular com ginecologista, bem como a realização periódica, anual, de CCO (preventivo do câncer ginecológico), ultrassonografia e mamografia, bem como participação em atividades em educação em saúde na prevenção de DST , AIDS, diabetes, hipertensão, entre outras, buscando aumentar a consciência das mulheres da importância das ações preventivas aos agravos da saúde.

O vereador ressaltou que o gasto mensal com reposição hormonal para cada mulher é, em média, de R$ 36, o que demonstra ser viável a relação custo-benefício no que se refere à criação do programa no município.





Fonte: Da Assessoria

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