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Cidades/Geral
Terça - 16 de Maio de 2006 às 07:19

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Na tentativa de sair do topo da lista dos estados que mantêm trabalhadores em condições análogas à escravidão, Mato Grosso começou a capacitar delegados, escrivães e investigadores da Polícia Civil para atuar no combate a essa modalidade de crime.

Ontem à tarde, cerca de 80 policiais assistiram palestras ministradas por um juiz, uma procuradora e um fiscal do trabalho. A procuradora chefe do Ministério Público do Trabalho, Eliney Bezerra, fez uma explanação sobre ações propostas na Justiça.

Conforme Eliney, o MPT já ajuizou no estado 62 denúncias contra fazendeiros, produtores rurais e outros setores onde trabalhadores foram encontrados laborando e vivendo em condições degradantes. Ela também lembrou da “lista suja”, mecanismo criado para punir aqueles que exploram a mão-de-obra do trabalhador impedindo-os de obter financiamentos públicos.

Aos policiais que possivelmente atenderão ocorrências de trabalho escravo, a procuradora lembrou que mesmo quando não estão na propriedade, os fazendeiros ou produtores podem ser responsabilizados pelo crime.

Para o juiz do Tribunal Regional do Trabalho e vice-presidente da Associação de Magistrados da Justiça do Trabalho (Amapra), João Humberto Cesário, a escravidão atual pode ser mais cruel que a praticada contra os negros.

O major Vagner José Santino, secretário executivo do Grupo de Gestão Integrada (GGI), disse que a capacitação faz parte da elaboração do Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo. No próximo dia 18, acontecerá a reunião para finalizar e entregar o Plano ao governador Blairo Maggi.

Depois de avaliado pelo governador, o Plano será enviado ao Conselho Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (Conatrae) propondo a assinatura de convênio entre o governo estadual e a União para que a polícia mato-grossense entrar em ação. (AA)





Fonte: Diário de Cuiabá

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