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Politica MT
Sábado - 22 de Dezembro de 2012 às 08:37
Por: Edilson Almeida e Valdemir Rob

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O tempo passa e a forma de agir do PT em Mato Grosso não muda. O controle absoluto da sigla segue sendo questão de honra para o grupo liderado pelo ex-deputado federal Carlos Abicalil, que  compartilha com o suplente de deputado estadual Alexandre César e com o suplente de deputado federal Saguas Moraes, atual secretário Estadual de Educação. A vítima da vez é o vereador em fim de mandato Lúdio Cabral, que disputou  e perdeu em disputa no segundo turno a Prefeitura de Cuiabá.
 
Lúdio era um dos nomes mais fortes para ocupar um cargo no primeiro escalão do governador Silval Barbosa. A princípio, o governador queria entregar a Cabral o controle da Secretaria de Saúde, que se transformou em um dos piores traumas do Governo. Médico sanitarista, caberia a Ludio Cabral reorganizar o setor, estrangulado de forma cadente desde a passagem do deputado federal Pedro Henry, do PP, pelo cargo.
 
Cabral seria responsável por tentar amenizar politicamente o alto grau de insatisfação que tomou conta do setor. Exemplo foi o recente “penelaço” realizado pelos profissionais de saúde. Ao mesmo tempo, redirecionar a administração das unidades médico hospitalar, retomando o controle delas para o Estado.
 
Para isso, Silval chegou a encenar um troca da educação pela saúde. A manobra do governador, contudo, foi rechaçada de forma cabal pelo grupo de Abicalil, Alexandre e Saguas. Afinal, é pela Seduc que o grupo mantém o controle do PT no Estado e, consequentemente, espaço no Governo.  A troca significaria o definhamento do grjpo.
 
Além da briga pelo poder, há outra questão em jogo: dinheiro. Fontes do partido disseram que a “trinca do PT” decidiu não assumir compromissos subterrâneos da campanha eleitoral passada, que se calcula em torno de R$ 2 milhões. A responsabilidade de gerenciar a dívida foi colocada no colo de Lúdio. Os outros R$ 2 milhões, oficializados na prestação de contas, segundo essa fonte, serão pagos através de repasse do fundo nacional do PT.
 
“Lúdio vai ter que arcar com os outros R$ 2 milhões” – relatou a fonte petista. Detalhe: na eleição de outubro, a campanha de Ludio foi administrada por Alexandre César.
 
Nas duas pontas, a do poder e a financeira, o PT é useiro e vezeiro em problemas. No campo político, tanto fez que conseguiu massacrar o grupo da ex-senadora Serys Slhessarenko, que, este ano, não resistiu e acabou deixando a sigla. Na ultima eleição estadual, ela perdeu para Abicalil a condição de ser disputar a reeleição ao Senado. Deputado federal na época, Abicalil brigou pela vaga ao Senado e acabou sofrendo uma derrota acachapante.
 
No campo financeiro, o próprio Alexandre César conseguiu, a duras penas, ver suas contas de campanha de 2002 aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. Alexandre foi candidato a prefeito de Cuiabá. Na época, foi denunciado de ter criado um “caixa dois”.






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