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Nacional
Segunda - 26 de Abril de 2004 às 16:15
Por: Inaiê Sanchez

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A idéia de solucionar o impasse sobre o reajuste do salário mínimo proporcionando um aumento mais significativo ao salário-família agradou aos economistas de instituições financeiras internacionais.

"Isto causaria um impacto fiscal menor, uma vez que 6 milhões de pessoas ganham o benefício familiar (R$ 13,48 por mês), contra os 14 milhões que recebem o salário mínimo", avaliam os analistas da Merrill Lynch, Felipe Illanes e David Beker.

Além disso, como as aposentadorias estão ligadas ao mínimo (atualmente em R$ 240), para cada R$ 1 de aumento, o déficit do INSS deteriora-se em cerca de R$ 130 milhões.

"Sendo assim, estimamos que o governo não deva atender aos sindicatos, que pedem um salário entre R$ 280 e R$ 300", dizem em relatório.

Contudo, mesmo com a estratégia de privilegiar o beneficio familiar, a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser afetada. "Nos últimos anos, quando o reajuste do mínimo fica abaixo das expectativas, tem havido uma queda da popularidade do governo", apontam Illanes e Beker.

Na proposta que deve ser apresentada pelo governo até a próxima quarta-feira, o novo salário mínimo não deve ultrapassar os R$ 260. A compensação viria pelo aumento no salário-família, que tem impacto fiscal menor. Hoje o benefício é de R$ 13,48 por criança de até 14 anos, mas pode chegar a até R$ 25.

Em termos de salário mínimo, os últimos dias têm trazido notícias "muito positivas", avaliam por sua vez os estrategistas do JP Morgan.

Eles referem-se à possibilidade de o presidente optar pelo mínimo de R$ 260, juntamente com medidas compensatórias para a população de baixa renda, como o salário-família.

"Esta combinação oferece uma melhor solução, uma vez que tal iniciativa não causaria problemas para o orçamento e possibilitaria uma maior assistência social", dizem os analistas Fabio Akira Hashizume e Drausio Giacomell.




Fonte: Folha Online

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