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Policia MT
Quarta - 28 de Abril de 2021 às 13:18
Por: Yuri Ramires/Gazeta Digital

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Advogada de 44 anos e servidora municipal de Confresa foi presa pela Polícia Civil após ficar com o dinheiro de uma ação ganha pelos clientes – uma família que requeria benefício de assistência ao filho com paralisia cerebral. A prisão aconteceu na tarde de terça-feira (27), em ação conjunta das delegacias de Barra do Bugres e Confresa.

De acordo com as informações da assessoria de imprensa, o inquérito foi instaurado pela delegacia de Barra para apurar o crime de apropriação indébita majorada.

Foi constatado que a vítima contratou a advogada para ingressar com uma ação de concessão de benefício assistencial. A causa foi ganha e, depois disso, a advogada ficou com o dinheiro da ação.

O contrato entre as partes foi firmado em 2016. Vítimas queriam benefício de assistência ao filho, uma criança portadora de paralisia cerebral. A identidade da advogada não foi divulgada.

“O processo transitou em julgado (quando não cabe mais recurso, com sentença definitiva) no mês de setembro de 2018. Desde então, a mãe da criança vinha tentando obter informações sobre a ação com a advogada, inclusive sobre os valores a serem recebidos, mas a profissional sempre se ‘esquivava’, a ponto de ignorar as mensagens recebidas e não dava nenhuma satisfação para a cliente”, explicou a polícia.

Dinheiro levado em 2018

A mãe da criança foi até o Fórum de Barra do Bugres e descobriu que todo o valor da causa foi resgatado pela advogada no dia 23 de novembro de 2018, que indica dois meses após a causa ter sido ganha.

Diante da situação, ele procurou a Polícia Civil e denunciou o caso. Investigação apontou que a profissional já responde outro inquérito por usar o mesmo modus operandi, além de ter sido denunciada como suspeita em vários boletins de ocorrência.

Com o mandado de prisão expedido pela Justiça, os investigadores descobriram que a mulher mudou da cidade e estava em Confresa, onde atuava como assessora jurídica no Centro de Referência e Assistência Social (Cras) da cidade.

O cumprimento do mandado foi acompanhado por dois membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da cidade e segue presa em uma unidade da PM.





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