EUA removem Alexandre de Moraes e esposa da lista de sanções Magnitsky Ministro do STF foi alvo de bloqueios econômicos por cinco meses devido a críticas do governo Trump ao julgamento de Bolsonaro e outros processos
Os Estados Unidos retiraram os nomes do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky, nesta sexta-feira, 12.
A decisão veio depois de quase cinco meses designado o jurista como alvo de sanções econômicas da Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês), do Tesouro dos Estados Unidos.
O mecanismo é usado para punir estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos ou de corrupção em larga escala. A designação de Moraes ocorreu em 30 de julho, em meio a críticas do presidente americano, Donald Trump, ao Brasil, ao julgamento que o ministro liderou contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (uma “caça às bruxas”, segundo o republicano).
A retirada de Moraes da lista vinha sido negociada entre os governos brasileiro e americano desde o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Trump, na Malásia.As tratativas ocorreram em paralelo a conversas para a redução do tarifaço contra produtos brasileiros, que, a uma taxa máxima de 50%, segue como um dos maiores do mundo.
Recentemente, uma nova leva de mercadorias do Brasil deixou o rol da sobretaxa, mas muitos setores importantes, como o agrícola, continuam afetados.

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