Data deve ser mais que um simbolismo, afirma defensora no Dia Nacional da Visibilidade Trans Silvia Ferreira acredita que os direitos e a defesa das pessoas trans devem ser discutidos ao longo de todo o ano
Nesta quinta-feira (29) comemora-se o Dia Nacional da Visibilidade Trans, data que, desde 2004, celebra o orgulho, existência, conscientização e a resistência da comunidade trans e travesti no Brasil. Para a defensora pública do Núcleo de Direitos Coletivos e Difusos da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT) em Cuiabá, Silvia Ferreira, o respeito e os direitos das pessoas trans devem ser discutidos ao longo de todo o ano, afinal, o Brasil ainda figura entre os países com o maior número de casos de de violência contra essa comunidade.
De acordo com o dossiê feito pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), divulgado no dia 26 de janeiro deste ano, em 2025 foram registrados 80 assassinatos, número este que coloca o país no primeiro lugar do ranking da violência, mesmo com uma queda de 34% em relação ao ano de 2024.
Mais que um simbolismo, Silvia Ferreira defende que a visibilidade deve gerar ações concretas que avancem na igualdade material, não apenas formal.
Confira a entrevista na íntegra:

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