Acusado de enterrar namorada viva e se passar por ela em Cuiabá é condenado Iris Divino Simões de Freitas foi condenado por enterrar a namorada viva em uma cova, atear fogo sobre o local e ainda usar o celular da vítima para se passar por ela e pedir dinheiro aos familiares.
Iris Divino Simões de Freitas foi condenado nessa terça-feira (31) pela Justiça de Mato Grosso a 27 anos e dois meses de prisão pelo feminicídio e ocultação de cadáver da namorada, Enil Marques Barbosa, de 59 anos. O crime foi em 2024, no Distrito da Guia em Cuiabá.
À época, o homem contou à Polícia Civil que empurrou Enil durante uma discussão e, com a queda, ela teria batido a cabeça e desmaiado. Em seguida, ele amarrou os pés e mãos da vítima e a enterrou viva. O acusado ainda usou o celular dela para se passar por ela e enganar os familiares após o crime.
Iris Divino Simões de Freitas foi condenado por enterrar namorada viva e usou celular para se passar por ela, em 2024. – Foto: ReproduçãoConforme a decisão do TJMT, Iris responderá por homicídio qualificado com agravantes, dentre elas: motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.
Por se tratar de crime hediondo, ele recebeu pena alta, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Relembre o caso
Em setembro de 2024, o filho da vítima, Jederson Jarsem, revelou à polícia que o acusado usou o celular da vítima para se passar por ela, enganando e pedindo dinheiro aos familiares da vítima após o crime. Ele foi preso ainda naquele mês.
Segundo o delegado Nilson Farias, após enterrá-la, o homem juntou folhas em cima da cova e ateou fogo, mas Enil ainda tentou sair da cova, levantando um dos braços – membro que acabou queimado.
Foi então que os familiares perceberem o sumiço de Enil, que costumava mandar mensagens de áudio e não apenas de texto, e desconfiarem de que algo teria acontecido. A família disse que iria visitá-la e recebeu uma resposta de Iris, se passando pela vítima, dizendo que estava em Goiânia, onde teria ido visitar a sogra.
Desconfiados, os filhos perguntaram onde estava o namorado de Enil e ele respondeu – ainda se passando por ela – que havia ficado no Distrito da Guia. Os filhos então, decidiram ir até a casa da mãe.
Quando chegaram, foram recebidos por Iris Divino, que não queria deixá-los entrar na casa, informando que Enil não estava. No entanto, ao entrarem na casa, eles acharam o celular no quarto e perceberam que algo estava errado e chamaram a polícia.
Enil Marques Barbosa, de 59 anos, foi enterrada viva após uma suposta discussão com o suspeito. – Foto: ReproduçãoSegundo o delegado, quando os policiais chegaram na residência, localizaram o corpo no quintal e iniciaram uma escavação para retirada da vítima da cova. O braço queimado e o restante do corpo intacto foram os detalhes que levaram à polícia a concluir que a vítima foi enterrada viva.
Vítima e suspeito haviam se conhecido há cerca de um mês antes do crime, por meio de uma rede social e, logo em seguida, passaram a morar juntos. Iris Divino já possuía nove passagens policiais por crimes como estelionato e furto.

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