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Judiciário e Ministério Público
Quinta - 02 de Abril de 2026 às 08:49
Por: Ana Julia Pereira/Primeira Página

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Rosana de Oliveira Goulart, condenada a 39 anos e 8 meses de prisão por matar a pauladas e socos o próprio filho, de cerca de dois anos e meio, foi presa novamente nesta quarta-feira (1º), em Tangará da Serra (MT), após romper a tornozeleira eletrônica. Ela cumpria pena por homicídio e estupro e retornou ao regime mais severo.

Rosana foi condenada por homicídio qualificado (26 anos e 8 meses), estupro (12 anos), ocultação de cadáver (1 ano) e fraude processual (6 meses), totalizando 39 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado.

Ela ficou 11 anos presa e havia obtido o direito de cumprir pena com medidas cautelares, mas rompeu a tornozeleira eletrônica e teve o mandado de prisão novamente cumprido.

O caso

O corpo do menino, Pablo Henrique de Oliveira, de 2 anos, foi encontrado no dia 19 de março de 2013, em um canavial, a cerca de 2 quilômetros do sítio onde morava com a mãe, o padrasto e um irmão de 6 anos.

A criança apresentava lesões na região anal e em outras partes do corpo. Amostras de material coletado no ânus foram encaminhadas à perícia, que inicialmente não identificou presença de espermatozoides. O material seguiu para análise no Laboratório Forense, em Cuiabá.

As investigações começaram no dia 18 de março, após o registro do desaparecimento feito pela própria mãe. Ela relatou à polícia que percebeu a ausência do filho por volta das 10h30, disse ter procurado pela vizinhança e mobilizado moradores da comunidade para ajudar nas buscas, com apoio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil.

Rosana já possuía histórico de violência contra o filho. Em 22 de agosto de 2011, o padrasto da criança registrou boletim de ocorrência denunciando que ela havia arremessado o menino durante uma discussão. Na ocasião, a criança sofreu uma lesão na cabeça e foi encaminhada para uma casa transitória, em Tangará da Serra, onde permaneceu por cerca de três meses. Em audiência realizada em 29 de novembro de 2011, a Justiça autorizou o retorno do menino à família.





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