Após surto de gripe, cidade libera verba extra para contratar enfermeiros e médicos para UPAs Recursos serão usados para ampliar equipes e aumentar horário de atendimento para conter surto de gripe.
A Câmara de Vereadores de Tangará da Serra (MT) aprovou a liberação de recursos para ampliar o atendimento nas unidades de saúde e contratar profissionais temporários, em resposta à superlotação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e à situação de emergência na saúde pública decretada pelo município após o aumento de casos de gripe e doenças respiratórias.
Câmara de Vereadores de Tangará da Serra aprova projetos para liberar recursos para a saúde municipal. – Foto: ReproduçãoAo todo, foram dois projetos de leis aprovados durante a sessão extraordinária, com 12 votos favoráveis de um total de 14 vereadores, contando com uma ausência. Um dos projetos libera o crédito especial e o outro amplia o número de vagas temporárias, o que inclui enfermeiros e médicos plantonistas.
Esse recurso será usado para ampliar o horário de atendimento aos pacientes em duas unidades de saúde, uma no Jardim Esmeralda e outra da Cohab Tarumã.
A expectativa é que os novos profissionais atuem nas unidades à noite para dar conta de atender toda a demanda.
Entenda o caso
Na sexta-feira (10), a prefeitura decretou situação de emergência na saúde pública após a UPA operar acima da capacidade há mais de três meses. Foram mais de 20 mil atendimentos nos primeiros meses deste ano.
Segundo o município, a UPA está há cerca de três meses trabalhando além do limite. Mesmo com 18 leitos, a taxa de ocupação ultrapassa mais de 100%, chegando a manter entre 28 e 32 pacientes internados diariamente. Alguns são mantidos de forma improvisada por até 15 dias.
Com a superlotação, parte dos pacientes precisava ser acomodada em macas e até poltronas, o que tem aumentado o tempo de espera por atendimento.
Já no hospital municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito, os indicadores também são alarmantes, sendo que taxa geral de ocupação atingiu 84% em março, com a clínica médica chegando a 98% e a UTI a 95%. A maioria dos casos são de doenças respiratórias, como pneumonia e bronquiolite.

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