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Internacional
Sábado - 22 de Setembro de 2007 às 23:59

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Quito, 23 set (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, se pronunciou hoje contra a decisão adotada pelo Tribunal Supremo Eleitoral de proibir a publicação de pesquisas de boca-de-urna nas eleições de 30 de setembro para escolher os representantes da Assembléia Nacional Constituinte.

Correa considerou que é "é muito perigoso não ter" estas pesquisas, embora tenham "custos", já que é uma eleição complexa.

"O remédio é muito mais caro que a doença", acrescentou, em relação à possibilidade de "eliminar" as pesquisas de boca-de-urna, como determinou o TSE, em um ato que provocou também a rejeição da oposição ao Governo.

"As pessoas devem ter informação imediata do que aconteceu. E devemos ficar muito atentos, embora, sinceramente, acredite que, com as enormes diferenças atuais (de acordo com as pesquisas que temos), por mais que tentem uma fraude não conseguirão reverter a vontade do povo equatoriano", ressaltou.

Ele pediu ao TSE que "revise sua posição e permita o maior número" de pesquisas de boca-de-urna. Correa acredita que a proibição das enquetes pode fazer parte de uma suposta "estratégia" para realizar fraudes.

O chefe de Estado denunciou a atitude do candidato Álvaro Noboa, do Partido Renovação Institucional Ação Nacional, que, segundo ele, "controla mais da metade dos tribunais eleitorais provinciais".

"Noboa quer fazer o mesmo de sempre: ser derrotado, mas não reconhecer sua perda. E este senhor já está tentado criar o caos", afirmou.

O movimento independente Participação Cidadã, que realizaria a apuração rápida de votos, agora proibida pelo TSE, detalhou hoje os mecanismos previstos para seu funcionamento em 30 de setembro, em uma tentativa de demonstrar sua capacidade de realizar o processo com transparência.




Fonte: EFE

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