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Internacional
Segunda - 18 de Junho de 2007 às 18:31

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O ex-bispo Fernando Lugo, que deixou o sacerdócio para se candidatar à Presidência do Paraguai, disse na segunda-feira em Washington não ser como o venezuelano Hugo Chávez, inimigo feroz dos Estados Unidos.

Chávez recentemente recebeu críticas na Venezuela e no exterior por sua decisão de não renovar a concessão do canal opositor RCTV, acusado de envolvimento no frustrado golpe de Estado de 2002.

Mas Lugo, conhecido como "bispo dos pobres" e muito ligado aos movimentos sociais do seu país, disse a uma platéia norte-americana que não faria o mesmo se fosse presidente.

"Eu não sou Chávez. Chávez é um militar, e eu, um religioso. Chávez tem uma liderança e funda um partido único, eu não penso em fundar partido nenhum", disse Lugo em um evento na Escola de Relações Internacionais da Universidade Georgetown, de Washington.

Mas Lugo, apontado pelas pesquisas como o favorito, com 40 por cento das intenções de voto, bem à frente dos 16,3 por cento do vice-presidente Luis Castiglioni, tampouco condenou o venezuelano.

"Não o condeno porque não tenho todos os detalhes que estão por trás do fechamento ou da não-renovação (da concessão da RCTV)", disse ele, que elogiou também o comportamento "inteligente" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao adotar uma postura neutra nesse caso.

"Chávez não infringiu a lei do Estado Bolivariano da Venezuela, mas possivelmente para muitos observadores (a não-renovação da concessão) cai pesado, é grave", disse. "Que se feche um, que se abra outro (canal), mas que tenha a mesma voz. Eu não faria, no que me diz respeito."

Lugo aproveitou a visita a Washington para se reunir com o principal diplomata norte-americano para a América Latina, Thomas Shannon, a convite deste, depois de manter várias reuniões em Nova York.

O ex-bispo explicou que representa os movimentos sociais e partidos que tentam ser uma alternativa ao Partido Colorado, no poder no Paraguai desde 1947.

Em temas externos, ele disse que a "soberania" do Paraguai será a marca das suas políticas, para que o país tenha relações de igualdade com outras nações do mundo.




Fonte: Reuters

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