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Sábado - 19 de Novembro de 2005 às 16:14
Por: André Bernardo

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Chuva, lama e mosquitos. Muitos mosquitos. Habituados a gravar em ambiente seco e confortável, Angélica e André Marques sofreram um bocado ao trocarem os estúdios do Projac pela cidade cenográfica de Alma Gêmea, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Caracterizados de Mirna e Crispim, personagens de Fernanda Souza e Emílio Orciollo Neto na novela das seis, os dois gravaram cenas que parodiam as intermináveis brigas dos irmãos caipiras. As gravações fazem parte do especial Vídeo Show Retrô, que vai ao ar no dia 27 de dezembro, e contaram com a participação dos atores Emiliano Queiroz e Adilson Girardi, que interpretam, respectivamente, Tio Bernardo e o policial Artur.

Além de Alma Gêmea, Angélica e André vão gravar também cenas de América, Belíssima, A Diarista, A Grande Família, Sítio do Pica-pau Amarelo, Bang Bang e BBB. "Sempre me divirto quando tenho de gravar esses esquetes. Só espero que o público, em casa, se divirta tanto quanto a gente", torce a apresentadora.

De fato, apesar do tempo ruim e do lamaçal que tomou conta do set, Angélica e André Marques deram boas risadas. Ela, principalmente. A apresentadora não cansava de tirar sarro do colega, visivelmente incomodado com o aplique de cavanhaque. "Se eu falar muito, o bigode cai. Aí, vou ter de colocar essa porcaria de novo. Acreditem, o cheiro é horrível", queixa-se André, referindo-se à cola que fixa o adereço no rosto.

No caso de Angélica, a única caracterização necessária foi uma singela peruca, que a deixou bastante parecida com a personagem de Fernanda Souza em Alma Gêmea. "Sempre que gravo um esquete desses, fico mais fã ainda dos atores. Eles têm uma paciência de Jó para vestir o figurino, fazer o cabelo, etc. No nosso caso, é só chegar no estúdio, gravar o que tiver de gravar e ir embora", suspira, aliviada.

Por essas e outras, nem em sonho Angélica e André pensam em voltar a fazer novelas. O máximo que Angélica topou foi uma participação de poucos capítulos em Um Anjo Caiu do Céu, de Antônio Calmon, em 2001.

"Fazer de brincadeira, eu acho ótimo. Mas, levar a sério, é complicado. Ainda mais quando a prioridade não é essa", pondera a atriz, que encarou uma autêntica maratona de gravação de novela em 1996, quando protagonizou Caça-Talentos. "Chegava a gravar 25 cenas por dia. Uma loucura. Mas, naquela época, eu era bem mais moça, o pique era outro", exagera.

André não fica atrás. Quando indagado se sente saudades do gênero, o eterno Mocotó, de Malhação, só falta se benzer. "Se mandarem, eu faço. Mas, cá entre nós, tomara que não mandem. Além disso, no meu caso, o Seu Mário não deixa acumular duas funções. Graças a Deus", entrega André, numa alusão a Mário Lúcio Vaz, diretor geral artístico da Globo.

Mesmo levando a gravação na brincadeira, Angélica e André Marques se esforçam para caprichar nas imitações. "Não estou aqui para sacanear ninguém. A minha proposta é realmente imitar o personagem. Por isso, dá trabalho. Tento fazer parecido", esclarece André.

No seu caso, contou, inclusive, com a ajuda de Emílio Orciollo Neto, o "verdadeiro" Crispim da novela. Emílio sugeriu que André colocasse um pouco de mau humor na interpretação, olhasse sempre de baixo para cima e, principalmente, enfatizasse as consoantes.

Durante a gravação, na hora em que teve de bradar o já famoso "Mirrrrrna!!!", André Marques arrancou gargalhadas involuntárias do elenco e da equipe técnica. Angélica, inspirada, provocou: "Ô, André, não é para arrotar, não, meu filho".

Já Emílio Orciollo preferiu aliviar. "É sempre divertido ver alguém imitando o seu personagem. Sinal que agradou. Mas o André está mandando bem. O Crispim dele, inclusive, ficou parecendo uma mistura de Sassá Mutema com Tião Higino", acredita ele, mencionando os personagens de Lima Duarte em O Salvador da Pátria e o de Murilo Benício em América.





Fonte: TV Press

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