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Saúde
Quarta - 07 de Abril de 2004 às 09:03

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Homens com vida sexual ativa não precisam temer que o excesso de sexo os coloque em risco de desenvolver câncer o próstata no futuro, informou um estudo publicado nesta terça-feira no Jornal da Associação Médica Americana.

Uma pesquisa feita com cerca de 30 mil homens americanos demonstrou que não há ligação entre a freqüência da ejaculação e o risco de câncer de próstata, ao contrário do que demonstrou uma pesquisa anterior sobre o assunto.

Os resultados do maior estudo epidemiológico feito até hoje sobre a associação entre ejaculação e este tipo de câncer demonstrou exatamente o contrário.

Uma análise do histórico sexual dos homens pesquisados e a incidência de câncer de próstata sugere que a ejaculação freqüente pode até ter alguns benefícios ou efeitos de proteção contra o câncer de próstata.

"Nossos resultados sugerem que a alta freqüência ejaculatória pode ser associada a um risco menor de câncer de próstata", disse Michael Leitzmann, investigador-chefe e pesquisador do Instituto Nacional do Câncer em Bethesda, Maryland.

A ligação entre a ejaculação e o câncer da próstata - o tipo mais comum de câncer entre homens de países industrializados - sempre foi tema de discórdia.

Em 2002, um influente estudo publicado no jornal de epidemiologia mostrou haver um aumento do risco de câncer de próstata em indivíduos com uma grande atividade sexual, baseado na revisão de dados científicos existentes.

Os cientistas que apóiam esta teoria destacam o fato de que a testosterona (hormônio masculino) é conhecida por causar o crescimento de células cancerígenas na próstata.

Mas apesar de o estudo de Leitzmann não se concentrar nos benefícios da atividade sexual, demonstrou que os homens que ejaculam 13 vezes ou mais por mês são muito menos suscetíveis a desenvolver câncer de próstata ao longo da vida frente àqueles que ejaculam apenas quatro ou sete vezes por mês.

Homens que afirmaram ejacular de 13 a 20 vezes por mês tiveram um risco 14% menor de desenvolver câncer de próstata do que o segundo grupo.

O grupo mais sexualmente ativo entre os homens entrevistados - que dizem ejacular, em média, mais de 21 vezes ao mês na maior parte de sua vida adulta - tiveram uma redução de 33% no risco de desenvolver a doença em relação ao grupo com menor freqüência na ejaculação.

"É prematuro recomendar que os homens alterem seus hábitos sexuais para proteger a saúde", alertou Leitzmann, "mas as descobertas justificam pesquisas futuras".

"Precisamos mais estudos básicos de ciência sobre os mecanismos fisiológicos envolvidos (na questão)", explicou.

O estudo se baseou em informações coletadas numa longa pesquisa feita predominantemente com profissionais brancos do sexo masculino chamada Health Professionals Follow-Up Study (Estudo de monitoramento da saúde de profissionais).

Os 29.342 homens pesquisados têm idades entre 46 e 81 anos e descreveram seus históricos sexuais em questionários nos quais seu anonimato foi preservado.

O câncer de próstata normalmente atinge homens por volta dos 70 anos e apesar de responder bem ao tratamento, é a segunda causa de morte por câncer entre os homens.




Fonte: AFP

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