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Opinião
Terça - 16 de Abril de 2019 às 10:36
Por: Onofre Ribeiro

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Os 300 anos de Cuiabá nem foram de festa, nem foram de realizações. Foi de nada! Mas a cidade merecia mais. Quem estuda a História sabe que a capital da “Província de Matto Grosso” já chegou a ser a cidade mais populosa do Brasil em momentos do século 18. De essencial mesmo desse período ficou o seu papel de núcleo português mais a Oeste no país na defesa da fronteira com a Espanha ao tempo do Tratado de Tordesilhas.

A partir de Brasília, desde 1960, Cuiabá aos poucos vai saindo do isolamento e alcança o pico com a nova Marcha para o Oeste, do governo do general Garrastazu Médici, que pretendeu ocupar a Amazônia partindo objetivamente de Cuiabá, de 1973 em diante.

De lá pra cá a história é conhecida. O que se tem claro é que o futuro de Cuiabá está ligado ao futuro de Mato Grosso numa série de aspectos. Um deles, diz respeito ao papel do Estado dentro das projeções mundiais do crescimento populacional e à demanda de 70% no consumo de alimentos, água e energia, de agora até o ano de 2050 (Dados da Fao), da ONU).

Falar de 300 anos encerra um ciclo. Importa falar do ciclo seguinte. Como em todos os ciclos histórico anteriores precisou de heroísmos. Hoje a cara é outra

De outro lado, tão logo se estabilize a economia brasileira, investimentos nacionais e internacionais avançarão em volume imenso sobre setores da economia nacional como infraestrutura de rodovias, hidrovias, portos, aeroportos e ferrovias. Sem contas nas áreas ambientais, minerais e de recursos naturais como a madeira, por exemplo. E no caso de Mato Grosso na produção agropecuária e no segundo momento na agroindustrialização.

De agora por diante quando se fala em economia não se fala mais nas velhas máquinas e nem nos velhos processos de produção. A tese é a do uso de extremas tecnologias. Aqui fica claro que a produção dos novos recursos humanos para esta fase que já se inicia logo ali depois da próxima curva, além de outros tantos fatores sobre Cuiabá.

Exemplo: queiram ou não os seus pobres pensadores e gestores públicos, será a cidade-base de todo esse novo processo de ocupação. O de 1973 mudou a cidade profundamente. Agora, não mudará do ponto de vista urbanístico, mas exigirá sua transformação em polo tecnológico de conhecimento e de difusão desse conhecimento. Além, claro, de uma enorme articulação econômica e tecnológica com o restante do país e do mundo. Absolutamente cosmopolita e universal!

Logo, falar de 300 anos encerra um ciclo. Importa falar do ciclo seguinte. Como em todos os ciclos histórico anteriores precisou de heroísmos. Hoje a cara é outra. É a cara de inteligência estratégica. Não a vejo no horizonte de curto prazo, à luz da atual política pequena e medíocre!

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.



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