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Polícia Brasil
Sexta - 24 de Setembro de 2010 às 18:25

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A polícia do Rio Grande do Norte investiga um suposto caso de tortura a um preso da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta (a 40 km de Natal). O detento, que morreu no dia 22 de agosto por traumatismo craniano, tinha queimaduras de terceiro grau espalhadas pelo corpo, hematomas, sangramento no reto e lhe faltavam algumas unhas.

O laudo, do Instituto Técnico-Científico de Polícia, ligado à Secretaria Estadual de Segurança, foi divulgado ontem, e confirma que a morte foi causada por uma ação externa.

A Secretaria da Justiça e Cidadania, responsável pelo sistema penitenciário do Estado, afirma que foi aberto um procedimento administrativo para investigar o caso --que também está sendo apurado pela Polícia Civil.

O preso ocupava uma cela isolada, à qual só os agentes penitenciários tinham acesso, e foi transferido a um hospital, segundo a Secretaria de Justiça, após sofrer ataques convulsivos. Ele passou 14 dias internado.

De acordo com o major José Deques Alves, coordenador do sistema penitenciário do Estado, nenhum sinal de agressão ao detento foi identificado pelos agentes no momento de sua transferência.

Alves afirma que os prontuários do preso foram solicitados à direção dos dois hospitais em que ele esteve, para apurar se as lesões foram provocadas no período em que ele esteve internado.

O coordenador da Pastoral Carcerária no Rio Grande do Norte, Geraldo Soares Wanderley, diz que o corpo do detento estava "muito machucado". "A princípio, quiseram dizer que foi ele [que provocou as lesões], mas não tinha como ele fazer aquilo, até porque estava numa cela isolada, de porta chapeada."

Ainda segundo Wanderley, a Penitenciária de Alcaçuz tem um histórico de casos de tortura a presos, a maioria ainda em apuração. 






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