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Policia MT
Quinta - 29 de Julho de 2010 às 06:18
Por: Adilson Rosa

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Policiais da Homicídios prenderam militar após referido na cena do crime o ter reconhecido como executor
Policiais da Homicídios prenderam militar após referido na cena do crime o ter reconhecido como executor

O policial militar aposentado Galvão Ferreira de Campos, de 56 anos, foi preso em flagrante após ter confessado o assassinato do pedreiro Loênio Marques dos Santos, de 37 anos, executado com três tiros ontem de madrugada, no Jardim Eldorado, em Várzea Grande.

O jovem Rudimar Pereira, de 27 anos, que estava próximo, foi baleado nas nádegas. Ele confirmou ser o PM o autor do crime. Rudimar foi medicado no Pronto-Socorro de Várzea Grande (PSVG).

Segundo a delegada Anaíde Barros, responsável pelas investigações dos assassinatos ocorridos em Várzea Grande, a princípio, o policial negou o crime, mas, depois, confessou e alegou que agiu em legítima defesa, pois foi atacado pelo pedreiro no momento em que estava sentado na mesa de um bar do bairro.

Conforme as investigações, o crime teria ocorrido porque a vítima viu uma nota de R$ 360 com o policial e tentou tomá-la. Viciado em drogas, Loênio partiu para cima do militar. O PM reagiu empurrando o pedreiro, que não desistiu em tomar o dinheiro dele. Loênio apresentava sintomas de que estaria drogado. Galvão, então atirou três vezes acertando o pedreiro. Um quarto disparo acertou Rudimar, que estava próximo. Ele confirmou a versão do militar. A arma usada no homicídio foi apreendida pelos policiais que atenderam a ocorrência.

“Solicitamos exame de balística para confrontar o projétil extraído do corpo da vítima com a arma do militar”, explicou a delegada. Anaíde Barros esclareceu que o militar foi preso pelos policiais plantonistas da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que localizaram Galvão após o depoimento da testemunha ouvida ontem de manhã.

No entendimento de policiais plantonistas, a reação de Loênio é comum entre viciados que acabam furtando ou pegando objetos que encontram pela frente. “No caso dele, viu dinheiro, queria tomar para comprar drogas. Qualquer usuário faria o mesmo. É até instintivo”, observou um policial plantonista.

A princípio, as investigações apontavam para um acerto de contas envolvendo drogas, uma vez que a família confirmou que Loênio era usuário de entorpecentes, mas nunca se envolveu com crime algum, pois sustentava o vício. Por se tratar de um policial, Galvão será encaminhado para o Cadeião de Santo Antonio de Leverger, onde funciona um presídio militar.






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