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Politica Brasil
Sexta - 03 de Outubro de 2008 às 08:21

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O domingo deverá confirmar a máxima de que a oposição não ganha eleições --a situação é que as perde. Segundo as pesquisas, o prefeito bem avaliado se reelegerá ou fará o sucessor.

A hipótese de que prevalecem as demandas cotidianas, as queixas do eleitor e sua opinião sobre a administração que encara as urnas explica a tendência continuísta. O brasileiro em geral se diz satisfeito --com a situação econômica (o crash dos EUA nem respingou nas campanhas), com a inclusão social e de consumo dos anos recentes e, também, com a atuação obreira e eficiente de muitos prefeitos neste quadriênio, anabolizada pela injeção orçamentária no Fundo de Participação dos Municípios.

Pode parecer descabido, diante disso, falar da influência de Lula, da euforia mineira por Aécio Neves ou de qualquer outra força eleitoral que não diga respeito às questões locais.

Fosse decisivo o dedo de Lula, afinal, o Rio não veria subir nas pesquisas justamente os candidatos menos identificados com o presidente (Eduardo Paes e Fernando Gabeira). Fosse automática a transferência dos votos aecistas, também, o PSDB mineiro não estaria na pindaíba, com horizonte de vitória em 7 (e olhe lá) das 28 principais cidades do Estado.

Mas raramente as chapas municipais são montadas como parte de estratégias de manutenção ou tomada de poder restritas às cidades. A razão do voto pode ser local, mas a da articulação política não é.

O Planalto, por exemplo, operou em todo o país para enfraquecer as lideranças nacionais da oposição --e manter sob controle os aliados com ambição majoritária daqui a dois anos. E como desconsiderar a "onda vermelha" se, mesmo que o PT não venha a confirmá-la, ela já pauta os movimentos de todos os partidos?

Não é exagero ou erro, portanto, "federalizar" a análise ou fazer projeções para 2010. As eleições nos municípios fazem parte de alianças ou projetos que poderão pegar embalo ou não --a teia de interesses que a Folha procura retratar aqui.

SÃO PAULO

Em momento de popularidade recorde, Lula foi poupado, quando não bajulado, até pelos candidatos de partidos de oposição. Mas, para que sua vitória seja de goleada (ou não seja contestada), o presidente precisa de resultados expressivos no Estado do maior adversário. Daí a ironia: cabe a Marta Suplicy, a quem Lula não vinha tratando com afeto ou deferência, o papel de ponta-de-lança contra o serrismo. O diagnóstico na capital, no entanto, ficará para o segundo turno --Gilberto Kassab (DEM), em ascensão nas pesquisas, poderá despontar como o grande nome destas eleições. Hoje, as atenções irão para o cinturão em volta da capital. O PT tem boas chances, mas os adversários também, em cidades como São Bernardo, Guarulhos, Diadema e Osasco. No interior, o campo demo-tucano deverá prevalecer na maioria dos grandes municípios, como Ribeirão Preto, Piracicaba, Jundiaí e Bauru. Nos demais, o governador José Serra atuou para ter um pé em chapas favoritas não encabeçadas pelo PT: PMDB em Santos, PSB em São José do Rio Preto e São Vicente, PDT em Campinas e no Guarujá...

MINAS GERAIS

Aécio Neves manobrou em duas frentes: em Minas Gerais, para lançar o esboço daquilo que chama de Pós-Lula; fora de Minas, para sabotar as pretensões presidenciais de seu colega tucano José Serra. Tão empenhado, não hesitou em adotar políticas diferentes para o seu partido. Dentro do Estado, abandonou o PSDB à própria sorte, alienou os parceiros tucanos no cenário nacional e namorou o maior rival. Em Belo Horizonte, 12 siglas integram a coalizão aecista (inclusive o PT), mas não o DEM --o "poste" Márcio Lacerda (PSB) poderá se eleger no domingo. Em outras grandes cidades (Betim, Uberlândia, Montes Claros, Santa Luzia, Ipatinga, Ribeirão das Neves), o PSDB não está nem no páreo --PMDB e PT deverão colher mais vitórias. Fora do Estado, o governador fez o que pôde para agradar os caciques tucanos, de Tasso Jereissati a Geraldo Alckmin, desde que antipáticos ao serrismo. O prefeito Fernando Pimentel comprou briga dentro do PT ao bancar o pacto com Aécio na capital, mas fortaleceu-se para o governo em 2010 --se os petistas negarem legenda, sempre haverá o PSB para chamar de seu.

RIO DE JANEIRO

Sérgio Cabral tem a perspectiva de eleger o prefeito do Rio, façanha que um governador não obtém há 23 anos no Estado. O candidato do PMDB, Eduardo Paes, está na frente nas pesquisas --ele astutamente centrou a campanha na saúde (maior problema na percepção do eleitor local) e beneficiou-se do perfil de bom moço, fácil de contrapor a rivais tão carismáticos e/ou "rejeitáveis" como Marcelo Crivella (PRB) e Jandira Feghali (PC do B). Na reta final, as pesquisas detectaram a subida do tucano-verde Fernando Gabeira. Ainda que haja essa reviravolta no segundo turno, Cabral terá colecionado golaços: tratorou o prefeito Cesar Maia e seu partido (DEM), convenceu as alas do PMDB fluminense a se unirem em torno dele e, sem se queimar com os caciques tucanos (Aécio e Serra são "amigos do peito"), tornou-se o embaixador de Lula no Sudeste. Garantiu que, na sucessão presidencial, será voz influente. O PMDB também vislumbra vitórias em outras grandes cidades, como Campos (a volta do casal Garotinho) e Volta Redonda, e se acotovela com o PT na Baixada Fluminense.

ESPÍRITO SANTO

É considerada certa a reeleição de João Coser (PT) em Vitória já no primeiro turno. Resta saber se o prefeito se sentirá tentado a buscar o governo capixaba em 2010 --e se o governador Paulo Hartung (PMDB) topará dar ao petista o controle da teia suprapartidária que costurou no Estado (de fazer inveja a Aécio Neves). O vice-governador, Ricardo Ferraço (PSDB), estava na fila... Por enquanto, outro tucano, o ex-prefeito da capital Luiz Paulo Velloso Lucas, é a única figura importante a contestar a grande "concertação".

PARÁ

O 5 de outubro será um teste para o casamento do PT com o PMDB de Jader Barbalho, que, em 2006, conduziu a petista Ana Júlia Carepa ao governo do Estado. Em Santarém (PT) e Ananindeua (PMDB), os partidos se uniram e têm chances de ganhar. Em Belém, porém, lançaram candidatos próprios e hoje correm o risco de nem chegar ao segundo turno. A divisão facilitou as coisas para a oposição. As pesquisas põem Valéria Pires Franco (DEM) no tira-teima contra o prefeito Duciomar Costa (PTB).

AMAZONAS

Ainda que seu candidato em Manaus, Omar Aziz (PMN), contrarie as pesquisas e evite ser varrido no primeiro turno, Eduardo Braga (PMDB) sairá das eleições preocupado com a perspectiva de fazer o sucessor: 1) Seu antecessor, Amazonino Mendes (PTB), ressurgiu como favorito na capital; 2) O PT não só lançou vôo solo como usou a campanha para apedrejar o governador; 3) O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento (PR), outro que sonha com 2010, planta votos com a inauguração de obras do PAC.

RORAIMA

Na capital, Boa Vista, a recondução ao cargo de Iradilson Sampaio (PSB) é considerada segura --ele tem o dobro das intenções de voto do deputado Luciano Castro (PR). Por isso a eleição mais interessante do Estado menos populoso do país acontecerá em Pacaraima, na reserva Raposa/Serra do Sol. O prefeito Paulo César Quartiero (DEM), líder dos arrozeiros e defensor da revisão da demarcação contínua do território indígena (em análise pelo Supremo Tribunal Federal), busca outro mandato.

ACRE

A hegemonia do PT deverá sair das eleições sem arranhão. Seja por conta da reeleição de Raimundo Angelim em Rio Branco, prevista com larga vantagem. Seja por conta do não-aparecimento de liderança capaz de galvanizar a oposição. Os irmãos Viana preparam, desse modo, o banquete em 2010: o senador Tião é nome certo do partido ao governo do Estado e o ex-governador Jorge não descarta tentar o Senado (talvez em ambiciosa dobradinha petista com o atual governador, Binho Marques).

RONDÔNIA

O início das obras da usina de Santo Antônio, no rio Madeira, poderia agitar a votação em Porto Velho. A economia local vive um boom, a infra-estrutura corre risco de colapso com a invasão de mão-de-obra e há uma série de alertas de riscos ambientais. Nada disso, porém, pareceu influir no cenário eleitoral. Roberto Sobrinho (PT), em aliança com o PMDB do senador Valdir Raupp, não deverá ter trabalho para renovar o mandato e impor nova derrota ao grupo do governador Ivo Cassol (sem partido).

AMAPÁ

Macapá é uma das poucas capitais em que está selada uma troca de guarda. Tudo por conta da desastrosa administração do petista João Henrique, a mais mal avaliada do país segundo o Datafolha (somente 11% de ótimo/bom). Camilo Capiberibe (PSB), filho do ex-senador João e da ex-deputada Janete, ambos cassados em 2004 sob a acusação de compra de votos e que procuram voltar à cena, e Roberto Góes (PDT), primo do governador Waldez (PDT), alternam-se na liderança nas pesquisas de intenção de voto.

PARANÁ

As manchetes já estão prontas para o triunfo do prefeito tucano Beto Richa em Curitiba, com reeleição fácil no primeiro turno, caminho livre para tentar o governo do Estado daqui a dois anos e autoridade para palpitar na escolha do candidato do PSDB à Presidência. Mas digno de nota, também, é o esfacelamento da rede política que Roberto Requião montou em oito anos de administração. Como Quércia em São Paulo, o governador matou seu partido: o PMDB não lidera em nenhuma das grandes cidades paranaenses. Requião joga tudo pelo Senado em 2010, possivelmente em composição com o PT, o que põe em risco a reeleição de Osmar Dias (PDT). À margem --e à espera de um eventual tombo tucano e/ou de um furacão Dilma--, o PT trabalha(rá) para fixar o nome e a imagem de Gleisi Hoffmann.

SANTA CATARINA

O mau momento do governador Luiz Henrique (PMDB), preocupado em preservar o mandato (contestado na Justiça) e viabilizar sua ida ao Senado em 2010, abriu o cenário. Jorge Bornhausen (DEM) fará provavelmente a última tentativa de retomar a hegemonia no Estado. Para isso, forjou uma geração de candidatos competitivos nas grandes cidades, como Florianópolis, Joinville, Blumenau e Chapecó. O PT catarinense, que perdeu terreno em 2006, sem êxito implorou um contra-ataque de Lula. Vitórias de Bornhausen aumentarão a chance de o DEM liderar uma "tríplice aliança" (com PSDB e PMDB) antipetista em 2010. Já a reeleição do prefeito Dário Berger, em Florianópolis, dará poder de barganha ao PMDB. O ex-governador Espiridião Amin (PR) joga na capital as fichas que lhe restam.

RIO GRANDE DO SUL

O PT montou chapas competitivas nas maiores cidades (Caxias, Pelotas, Canoas etc). Mas nada aliviará o desastre que as pesquisas ainda não descartam em Porto Alegre: o partido de fora do segundo turno após 20 anos. Manuela D'Ávila (PCdoB), e não só a petista Maria do Rosário, tirou proveito da crise de corrupção que desgastou o governo do PSDB e hoje tem chances de enfrentar José Fogaça (PMDB), um prefeito que não empolga a capital. Ainda que escape do fiasco no domingo, o que é provável, o PT notou que, para viabilizar o plano de liderar uma coligação e retomar o Estado em 2010, no mínimo terá de escolher alguém com trânsito nos outros partidos de esquerda. Ou rezar para que a campanha de Dilma Rousseff à Presidência seja avassaladora a ponto de dobrar todo o Rio Grande do Sul.

BAHIA

Previu-se que o espólio de Antonio Carlos Magalhães ficaria entre o governador Jaques Wagner (PT) e o ministro Geddel Vieira de Lima (PMDB). O pós-carlismo, porém, poderá ter outro ACM: o deputado Neto (DEM), que aparece embolado na briga pelo segundo turno com dois nomes da base lulista --João Henrique (PMDB) e Walter Pinheiro (PT). No interior, Jaques & Geddel farão a festa. Lula pôs em risco a parceria ao interferir em algumas cidades, mas o pragmatismo de Geddel deverá prevalecer, agora e em dois anos --no cenário mais provável, sairá para senador e apoiará a reeleição de Jaques (José Gabrielli, presidente da Petrobras, poderá completar a chapa ao Senado). O ex-governador César Borges (PR, ou DEM enrustido) manterá algumas prefeituras e se fixará como azarão para 2010.

CEARÁ

As eleições poderão culminar com novo revés político de Tasso Jereissati (PSDB), o recolhimento de Ciro Gomes (PSB) e a consagração de Luizianne Lins (PT). Tudo dependerá da (provável) vitória em primeiro turno da prefeita petista de Fortaleza. Tasso e Ciro apostaram em Patrícia Saboya (PDT), mas a senadora jamais passou do 3º lugar nas pesquisas. Reeleita, Luizianne se firmará como um dos pólos da política estadual e porá em risco a hegemonia dos irmãos Gomes (Ciro e o governador Cid, apoiados por Tasso). Ciro bateu muito na prefeita nas últimas semanas, aparentemente convencido de que o PT não aceitará ser coadjuvante no projeto presidencial dele. O deputado termina a campanha com farol baixo, falando em sair como vice genérico de chapa lulista em 2010 (de Dilma, de Aécio, tanto faz).

PERNAMBUCO

A eleição em Recife, que foi parar na Justiça, tem potencial para reconfigurar o cenário político do Estado. Até aqui, o governador Eduardo Campos (PSB) colheu a maior parte dos frutos do lulismo no Estado. Destruiu as bases do ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e acuou DEM, PSDB e PPS. Se eleger no primeiro turno o "poste" João da Costa, porém, o prefeito João Paulo (PT) terá cacife para vôo mais ambicioso --talvez, idêntico ao de Campos. Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria e deputado do PTB, sairá para o Senado e poderá ser o fiel da balança no duelo lulista (ou a argamassa da coalizão). Outros líderes históricos, como os senadores Marco Maciel (DEM) e Sérgio Guerra (PSDB), vêem diminuir em 2008 as chances de reeleição daqui a dois anos.

MARANHÃO

O confronto entre as forças pró-Sarney e anti-Sarney de novo dá o tom das eleições. O governador Jackson Lago (PDT) apostou no PSDB contra a tentativa do ex-presidente de retomar as principais cidades e alavancar a candidatura da filha, a senadora Roseana, ao governo do Estado em 2010. Tucanos com apoio de Lago lideram em São Luís, Imperatriz e Açailândia, por exemplo. Para impedir a vitória no primeiro turno de João Castelo na capital, Sarney ungiu a candidatura do comunista Flávio Dino.

ALAGOAS

Cícero Almeida (PP) deverá se reeleger em Maceió, possivelmente com a maior votação proporcional das capitais, e carimbar o passaporte para a disputa do governo, hoje nas mãos do tucano Teotônio Vilela Filho. Renan Calheiros (PMDB) pensa na sua recondução ao Senado e já não descarta compor com o prefeito. Fernando Collor (PTB), outro aspirante a 2010, dedica-se à eleição do filho em Rio Largo. Na capital, a presidenciável Heloísa Helena (PSol) tenta se eleger vereadora e retomar a vida pública.

RIO GRANDE DO NORTE

O PSB da governadora Wilma de Faria, o PMDB do presidente do Senado, Garibaldi Alves, e o PT se uniram com um único propósito: dinamitar os alicerces de José Agripino (DEM). O algoz do governo Lula no Senado, porém, contra-atacou em alto estilo. Sua afilhada política, Micarla de Souza, vestida com o verde do PV, decolou em Natal. Confirmada a vitória dela, o senador terá mantido chances de renovar o mandato em 2010. Daí Lula ter resolvido fazer comícios na capital potiguar na última semana.

PIAUÍ

Tudo parece encaminhado em Teresina. Sílvio Mendes (PSDB) deverá renovar o mandato, talvez neste domingo, e já faz planos para o governo do Estado. Com isso, a votação mais interessante se dará em Parnaíba. Lula mandou, e o PT obedeceu: apoiou o PTB para tentar bater a mulher do senador Mão Santa, do PMDB não alinhado ao Planalto. Não se trata só de picuinha. O objetivo é amestrar o PMDB do Piauí em torno do governador petista Wellington Dias e de uma chapa antitucana em 2010.

PARAÍBA

Com 74% de ótimo/bom no Datafolha, Ricardo Coutinho (PSB) deverá se reeleger no primeiro turno em João Pessoa. Enxotado em 2003 do PT (que hoje procura colar nele), o prefeito da capital tem tudo para aproveitar em 2010 o vácuo de poder que o governador Cássio Cunha Lima (PSDB) deixará --acusado de fazer uso eleitoral de verbas públicas, ele luta na Justiça para terminar o mandato. Em Campina Grande, a votação só terá um desfecho no TSE. Motivo? Uso eleitoral de verbas públicas.

SERGIPE

A fatura em Aracaju parece liqüidada. Homem de confiança do governador Marcelo Déda (PT) e primeiro militante do PC do B a administrar uma capital brasileira (assumiu a prefeitura quando o petista se lançou ao governo), Edvaldo Nogueira deverá ganhar já no primeiro turno. Dois caciques da política local, Albano Franco (PSDB) e Jackson Barreto (PMDB), já se conformaram e aderiram à "onda vermelha". O ex-governador João Alves Filho (DEM) marca posição com um "anticandidato" (o genro).

GOIÁS

As eleições giram em torno de ex-governadores. O Planalto fixou a meta de lançar candidatos fortes nas principais cidades e desmontar as bases de Marconi Perillo, hoje senador pelo PSDB. Em Goiânia, é considerada certa a vitória em primeiro turno de Íris Rezende (PMDB), com apoio do PT. Maguito Vilela (PMDB) também deverá emplacar no domingo em Aparecida. O xadrez de 2010, contudo, aguarda a decisão do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que cogita sair para o governo.

MATO GROSSO

O afilhado do governador Blairo Maggi (PR) ameaça levar ao segundo turno a eleição em Cuiabá, que parecia selada em favor do prefeito (e aspirante a governador) Wilson Santos (PSDB). Uma candidatura do PP, também da base, impediu o mergulho de Lula --e o tucano aproveitou e pôs uma irmã do presidente na sua propaganda de TV. A prioridade de Maggi, no entanto, é Rondonópolis, seu reduto eleitoral. Jayme Campos (DEM), provável rival ao Senado em 2010, tenta dar o troco em Várzea Grande.

MATO GROSSO DO SUL

Terceiro prefeito mais bem avaliado do país (78% de ótimo/bom no Datafolha), Nelson Trad deverá ter uma reeleição tão tranqüila que a única campanha que hoje mobiliza Campo Grande é para ser cidade-sede da Copa-2014. Como o governador André Puccinelli é do mesmo partido (PMDB), também ostenta índice alto de aprovação e está no primeiro mandato, as chances de turbulência até 2010 são pequenas. O PT, que comandou o Estado de 1999 a 2006, deverá fazer figuração nas principais cidades.

TOCANTINS

A equilibrada eleição em Palmas reproduz as três pontas do embate político do Estado: o PT, que tenta reeleger Raul Filho e viabilizar uma aliança para 2010; o PSDB, que banca um candidato do PV com o objetivo de pavimentar a volta ao poder do clã Siqueira Campos (o ex-governador e seu filho, ex-senador); e o DEM, que relançou a ex-prefeita Nilmar Ruiz com a ambição de clonar a campanha que elegeu a senadora Kátia Abreu em 2006 e cimentar a parceria com o governador Marcelo Miranda (PMDB).





Fonte: Folha de S.Paulo

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