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Copa 2014
Segunda - 20 de Maio de 2013 às 13:19
Por: Darwin Júnior

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Reprodução
Sinalização para turistas estrangeiros ainda é precária nas cidades sedes da Copa das Confederações
Sinalização para turistas estrangeiros ainda é precária nas cidades sedes da Copa das Confederações
De olho na Copa do Mundo de 2014, o programa Fantástico da Rede Globo está produzindo a série ‘Vamos fazer Bonito’ apresentada pela consultora de etiqueta urbana Glória Kalil, que percorre o país para conferir de perto como o país está tratando os turistas. Embora tenha uma visão de ‘mostrar a realidade’ com críticas construtivas, a série propõe trocar o pessimismo pelo otimismo.



 
 
Nesta primeira etapa do programa, Cuiabá não está sendo avaliada. O alvo são as seis sedes da Copa das Confederações que acontecerá em junho: Recife, Fortaleza, Salvador, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A produção mede os problemas que o turista enfrenta no Brasil, por exemplo como se faz para pegar um ônibus em um país onde você não conhece e ninguém fala a sua língua. E esse foi o principal ‘gargalo’ do grupo que está sendo testado no Brasil. 


 
 
O primeiro bloco do programa “Vamos Fazer Bonito” deixou claro que a comunicação com os estrangeiros é altamente deficitária e que o Brasil ainda precisa capacitar profissionais na área de turismo e hotelaria para a Copa.


 
 
A matéria produzida pelo Fantástico lembra que R$ 2 bilhões foram liberados para o setor hoteleiro e que no ano passado, o Brasil fez um investimento federal de R$ 25 milhões para qualificar profissionais de hotelaria com língua estrangeira. Os resultados, na prática não puderam ser sentidos, já que não foi conferido avanço no atendimento a turistas com a utilização de profissionais bilíngües.


 
 
Outra dificuldade detectada pelo grupo de turistas foi quanto à locomoção no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Não existem placas de sinalização especiais para turistas e muito menos informativos de linhas para estrangeiros nos corredores de transporte, o que aponta para a fragilidade da comunicação e desconforto para os visitantes. Embora alguns Estados tenham projetos – o Rio de Janeiro prometeu introduzir sinalização bilíngüe no metrô e Belo Horizonte garantiu placas de sinalização especiais até a Copa – ainda há muito o que ser melhorado no Brasil até o Mundial.


 
 
Depois de percorrer os lugares mais freqüentados pelos turistas para avaliar a infraestrutura e o atendimento, a consultora de etiqueta urbana, Gloria Kalil tenta descobrir o que ainda dá tempo de fazer.


 
 
Os visitantes são oito estrangeiros que aceitaram o desafio de testar as cidades que vão ser sede da Copa das Confederações, que começa mês que vem. Eles viajam pelas seis capitais que vão sediar o evento. São turistas dos Estados Unidos, da França, da Austrália, da Itália, da Coréia do Sul e da Suécia. 


 
 
Na semana passada eles superaram o primeiro desafio: sair do aeroporto. A vida deles por aqui nem sempre é fácil: eles passam por novas experiências, conhecem novas culturas e se divertem, mas, muitas vezes, precisam passar por uns apertos para conseguir se comunicar.


 
 
A dificuldade com a língua foi considerada um dos principais problemas do Brasil pelos estrangeiros que participaram da Conferência do Clima, no ano passado, no Rio de Janeiro. Disposição para atender bem, o brasileiro tem de sobra. Só na Copa das Confederações serão 13,5 mil voluntários para receber nossos convidados. Não é à toa que a hospitalidade é o quesito mais bem avaliado pelos estrangeiros que visitam o país. Mas só boa vontade não vai ser suficiente para acolher bem os mais de um 1,2 milhão mil estrangeiros que o país receberá nos próximos três anos.





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