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Policia MT
Quinta - 09 de Maio de 2013 às 07:58
Por: JOANICE DE DEUS

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Um rapaz de 20 anos foi preso em flagrante na noite da última terça-feira após praticar um assalto em uma drogaria, localizada no bairro CPA II, em Cuiabá, utilizando uma arma de brinquedo. À polícia, o assaltante afirmou que adquiriu o artefato no Shopping Popular, que fica na avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), região do Porto. 

O roubo ocorreu por volta das 22 horas. Tarcísio Ramos, de 20 anos, estava com uma pistola de plástico, muito semelhante a uma arma de verdade. "Não dava para perceber que era de brinquedo", contou uma funcionária do estabelecimento farmacêutico à reportagem do DIÁRIO. 

Na hora havia cerca de 10 clientes dentro do estabelecimento, além de outros quatro funcionários. 

De acordo com relatos dos funcionários, Tarcísio entrou ao estabelecimento e, logo em seguida, pediu todo o dinheiro que estava no caixa. "Por sorte, não agrediu ninguém", contaram. 

Da drogaria, ele fugiu a pé levando cerca de R$ 120,00. 

Após, a polícia foi acionada e fez ronda pela região. Nisso o suspeito acabou sendo preso em uma via pública do bairro Centro América. Levado para Central de Flagrantes, que fica no Planalto, Tarcísio disse que comprou a arma de brinquedo em um box do Shopping Popular e que estava bebendo quando decidiu praticar o assalto. Ele não informou o número da banca. 

O presidente da Associação do Shopping Popular, Misael Galvão, informou que é proibida a venda de armas de brinquedo no local, conforme previsto pelo estatuto da associação. "Dentro do shopping é extremamente proibido. Vamos buscar essa informação (com a polícia) para saber se realmente foi comprado lá, de quem e tomar as medidas cabíveis", disse. 

O Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003), que trata sobre o registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição, sobre o Sistema Nacional de Armas (Sinarm), em seu artigo 26 veda a fabricação, a venda, a comercialização e a importação de brinquedos, réplicas e simulacros de armas de fogo, que com estas se possam confundir. 

O entendimento é que as armas de brinquedo podem influenciar crianças à violência, e fazer com que se confundam ao verem uma arma de verdade. "Excetuam-se da proibição as réplicas e os simulacros destinados à instrução, ao adestramento, ou à coleção de usuário autorizado, nas condições fixadas pelo Comando do Exército", diz o Estatuto em seu parágrafo único. 





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