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Policia MT
Domingo - 28 de Abril de 2013 às 00:28
Por: Dhiego Maia

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Ilustração
O Grupo Especial de Fronteira (Gefron) prendeu em Cáceres, a 204 quilômetros de Cuiabá, um homem que estava foragido da Justiça pela suspeita de ter tentado negociar a venda de uma sentença que favorecia membros da família dele,  que estavam presos por crimes ligados ao  tráfico de drogas cometido na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia.


 
O esquema criminoso motivou a realização da operação "Assepsia" deflagrada neste mês pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual (MPE) em Mato Grosso e outros 11 estados.



 
O suspeito é irmão do líder da quadrilha de traficantes e foi preso nesta última quinta-feira (25) no hospital Regional de Cáceres quando levava uma pessoa para ser submetida a um tratamento na unidade hospitalar. Ele estava com a prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Durante as investigações, o suspeito foi apontado como o administrador dos negócios da família.


 
Também foram presos por conta do esquema criminoso, um empresário do ramo de combustíveis, um estudante de Direito, um advogado e mais um servidor do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).


 
Entenda o caso


 
Em janeiro deste ano, os integrantes da família apontada pelas investigações com vínculos no tráfico de drogas conseguiram um habeas corpus em uma polêmica decisão dada por um desembargador, durante um plantão do tribunal.


 
À época, o Ministério Público Estadual (MPE) chegou a fazer uma representação junto ao Conselho Nacional de Justiça contra a decisão. Para tentar obter a decisão em favor dos suspeitos, o grupo teria assediado um assessor jurídico da Vara Especializada contra o Crime Organizado, Ordem Tributária e Econômica e Administração Pública, da comarca de Cuiabá.


 
A vítima contou ao juiz titular da Vara, José Arimatéia Neves Costa, que estava incomodado com o assédio que vinha sofrendo por parte de um advogado, de um bacharel em direito e até de um servidor do TJMT. O magistrado então o aconselhou a denunciar o crime ao Gaeco, como consta no inquérito do MPE. Ele recebeu as propostas por duas vezes, sendo que na primeira foi oferecido R$ 1 milhão e, na segunda, R$ 1,5 milhão.


 
As tentativas de suborno teriam sido feitas a mando de um proprietário do posto de combustível em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. O empresário, conforme o MPE, agia em conluio para a soltura dos traficantes. O maior beneficiado seria o suposto líder da quadrilha, que encontra-se foragido.




Fonte: Do G1 MT

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