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Meio Ambiente
Sábado - 13 de Abril de 2013 às 20:51

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Seis países da União Europeia (UE) pediram na sexta-feira aos deputados europeus que votem na terça-feira que vem uma medida destinada a aumentar o preço da tonelada de dióxido de carbono (CO2) e assim salvar "oito anos de luta contra o aquecimento global". 

 
 
A mobilização dos ministros de Meio Ambiente francês, alemão, britânico, sueco, dinamarquês e italiano foi uma resposta à palavra de ordem lançada pelo grupo do Partido Popular Europeu (PPE, direita), a primeira força do Parlamento Europeu, para votar contra esta medida.

 
 
A comissária europeia de Ação pelo Clima, Connie Hedegaard, propôs bloquear 900 milhões de toneladas de CO2 das 8,5 bilhões que seriam leiloadas durante o período 2013-2020 para fazer subir seu preço, que caiu para menos de 5 euros a tonelada. 

 
 
Os deputados europeus terão que se pronunciar sobre esta medida durante votação prevista para a próxima terça-feira.

 
 
"Estamos decididos a rejeitar esta proposta e este voto é importante", anunciou a eurodeputada finlandesa do PPE Eija Ritta Korhola. Este grupo decidiu apresentar uma emenda para rejeitar a proposta. O PPE, que representa um terço dos 754 deputados do Parlamento Europeu, conta com o apoio de outros grupos.

 
 
O ministro polonês do Meio Ambiente, Marcin Korolec, contrário ao aumento do preço do CO2, comemorou o "senso comum" do PPE em mensagem publicada em sua conta no microblog Twitter. 

 
 
Neste caso "serão perdidos oito anos de ações contra o aquecimento climático", lamentam os seis ministros em carta aberta. "Precisamos de um gesto eficaz sobre os preços se não quisermos pôr em risco nossos objetivos de longo prazo", insistem. 



 
Principal instrumento para alcançar os compromissos climáticos europeus, o mercado de cotas de emissão de CO2 (ETS) está em crise. O preço da tonelada de carvão caiu para 4,80 euros contra os 10 euros de um ano atrás.

 
 
Hedegaard já advertiu contra a instauração de medidas nacionais nos Estados-membros, cuja consequência seriam distorções de competitividade.

 
 
Um repúdio do Parlamento Europeu à proposta seria a pena de morte às ambições europeias no campo da luta contra o aquecimento, já que privaria a UE de uma importante fonte de financiamento para investimentos em energias renováveis, admitiu uma fonte europeia.

 
 
A UE estabeleceu três objetivos para 2020: reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, entre eles o CO2, em 20% com relação aos níveis de 1990, elevar em 20% as energias renováveis e economizar 20% em seu consumo de energia. Além disso, deveria aumentar seu esforço de redução para 40% em 2030 e para 60% em 2040.
 
csg/jlb/abk/msv/eg/mvv




Fonte: Do UOL

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