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Meio Ambiente
Quarta - 21 de Março de 2007 às 08:16

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Mudanças climáticas, poluição, retirada exagerada de água e desenvolvimento estão matando alguns dos rios mais famosos do mundo, incluindo o Yangtzé, na China, o Ganges, na Índia, e o Nilo, no Egito, disse nesta terça-feira o grupo de conservação WWF.

No lançamento global do relatório "Os 10 principais rios do mundo em risco", o grupo de Genebra afirma que muitos rios podem secar, afetando centenas de milhões de pessoas e matando formas de vida aquáticas únicas.

O relatório, lançando antes do "Dia Mundial da Água", na quinta-feira, cita a necessidade de mais proteção também para o Rio Grande (Estados Unidos), o Mekong e o Indus (Ásia), para o Danúbio (Europa), o La Plata (América do Sul) e ao australiano Murray-Darling.

"Se estes rios morrerem, milhões de pessoas perderão o sustento, a biodiversidade será destruída em grande escala, haverá menos água e agricultura, resultando em menos segurança alimentar", disse Ravi Singh, secretário-geral da WWF-Índia.

A bacia do Yangtzé é uma das áreas de rios mais poluídas do mundo devido a décadas de industrialização, construção de represas e sedimentação em decorrência do uso da terra.

As mudanças climáticas, com temperaturas mais altas, também significam consequências devastadoras para a pesca, fornecimento de água e segurança política na árida bacia do Nilo.

A bacia do Ganges representa quase um terço de toda a superfície da Índia e uma em cada 12 pessoas do mundo depende desse rio para pescar e praticar agricultura, informou a WWF. O rio, que é sagrado para os hindus, abriga mais de 140 espécies de peixes, 90 espécies de anfíbios e o golfinho do Ganges, ameaçado de extinção.

Mas a WWF alerta que os afluentes do Ganges estão morrendo por causa de barragens que desviam grandes quantidades de água para irrigação. A qualidade da água também está se deteriorando e mudanças climáticas terão um sério impacto nas geleiras - responsáveis por 30% a 40% das águas do Ganges - que já estão recuando.

"O Ganges é a nossa força, nossa pureza, por levar nossos pecados embora e precisamos fazer algo para salvá-lo", disse o clérigo hindu Akhilesh Kumar Sharma, da cidade de Narora, norte da Índia, às margens do rio.





Fonte: Reuters

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