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Meio Ambiente
Terça - 06 de Março de 2007 às 15:56

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O Universo contém os mais diversos tipos de galáxias, das belas espirais, como a Via-Láctea, às apelidadas de "desastres de trem", restos caóticos de colisões em escala cósmica. A despeito dessa variedade, astrônomos acabam de determinar uma lei matemática precisa, capaz de descrevê-las todas.

Segundo novos resultados obtidos a partir ad observação de galáxias distantes, a relação entre a massa de uma galáxia e a velocidade orbital das estrelas e do gás que contém é altamente constante - ou ao menos tem sido, ao longo dos últimos 8 bilhões de anos, cerca de metade da idade do Universo.

"Acreditamos que esta tendência reflete uma regularidade no processo que levou à formação das galáxias. Não temos certeza da onde isso vem, mas é uma restrição importante na formação de galáxias", disse Sandra Faber, da Universidade da Califórnia.

Em termos simples, quando maior a galáxia, mas depressa seu conteúdo se move. A relação foi determinada a partir da análise de dados sobre 544 galáxias, com diversos formatos.

A descoberta estende a aplicação da relação de Tully-Fisher, estabelecida para galáxias próximas da Via-Láctea há 30 anos, diz a principal autora do artigo que descreve a descoberta, Susan Kassin, também da Universidade da Califórnia. A relação de Tully-Fischer correlaciona a luminosidade de uma galáxia espiral a sua velocidade de rotação: quanto mais brilhante, mas rápida. Refinamentos recentes da lei substituíram luminosidade por massa. O trabalho encabeçado por Kassin estende a relação ao passado, mostrando que ela se mantém a mesma mesmo ao longo da evolução do Universo.

O trabalho será publicado numa edição especial do Astrophysical Journal Letters, dedicada exclusivamente a resultados do projeto Aegis, que busca gerar leituras em profundidade de uma área limitada do céu. Kassin se valeu, principalmente, de imagens do Telescópio Espacial Hubble e do Observatório W.M Keck, no Havaí.

"Estamos a caminho de descobrir como as galáxias evoluíram por mais da metade da idade do Universo", disse Faber. "O trabalho não acabou, mas os contornos da teoria estão aparecendo".





Fonte: Estadão

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