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Politica Brasil
Sexta - 20 de Outubro de 2006 às 08:32

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O PT enviou nesta quinta (19) uma petição à 2ª Vara Federal de Cuiabá (MT) informando que o partido abre mão do sigilo bancário do Diretório Nacional e solicitando que o inquérito instaurado para apurar o caso do dossiê contra políticos do PSDB deixe de transitar em segredo de Justiça.

"Não vemos nenhum inconveniente", afirmou o presidente nacional do PT e coordenador da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Garcia, ao chegar na noite desta quinta ao SBT, em São Paulo, para assistir a um debate entre os presidenciáveis -- Lula e Geraldo Alckmin (PSDB).

Segundo informou boletim da campanha de Lula, com a decisão, o PT pretende "facilitar o trabalho da Justiça, acabar com as especulações e possibilitar a maior transparência nas investigações", de acordo com Marco Aurélio Garcia.

PSDB Para o adversário de Lula no segundo turno, Geraldo Alckmin (PSDB), a medida adotada pelo PT não é necessária, porque, segundo ele, já se sabe que o dinheiro usado na compra do dossiê não veio do partido.

"Já está provado que é dinheiro do crime organizado. É muito simples. Não precisa abrir o sigilo. É só chamar os dirigentes do PT e perguntar", completou o candidato.

O presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati, afirmou que a abertura do sigilo bancário do PT ajuda a "trazer a verdade" sobre o dossiê para vincular os tucanos à máfia dos sanguessugas, mas não resolve a questão.

"Estamos de acordo com tudo que trouxer a verdade para o povo brasileiro. O sigilo do Freud (Godoy, ex-assessor especial da Presidência), por exemplo, está aí sob suspeita", afirmou.

O senador pelo Ceará afirmou que a iniciativa não vai desmobilizar o PSDB em torno da cobrança da origem do R$ 1,7 milhão disponibilizado para comprar o documento. Tasso também falou na chegada ao debate.

Mercadante O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) defendeu a quebra de sigilo bancário do Partido dos Trabalhadores em São Paulo e a abertura das contas da sua candidatura (derrotada) ao governo de São Paulo. A proposta vai ser feita ao diretório estadual. Se aprovada, a iniciativa seria análoga à do Diretório Nacional.

"Tudo que contribuir para esclarecer esse episódio (do dossiê) é do meu interesse. Quanto mais rápido e transparente for o processo, melhor para a democracia, para o partido, para a candidatura do Lula e para minha biografia", disse o senador, também antes de entrar no estúdio do debate.

O ex-assessor de comunicação da campanha de Mercadante, Hamilton Lacerda, foi filmado com uma mala no mesmo hotel de São Paulo onde era negociado o dossiê que prejudicaria, sobretudo, o adversário tucano José Serra. Nesta quinta-feira (19), a Justiça Federal de Mato Grosso autorizou a quebra de sigilo de Lacerda e de Freud Godoy, ex-assessor especial da Presidência.

O senador paulista negou que tenha sido convocado a depor na Polícia Federal sobre o caso, mas disse estar "à disposição" para qualquer esclarecimento que seja necessário.





Fonte: G1

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