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Politica Brasil
Quarta - 27 de Setembro de 2006 às 15:51
Por: Elizabeth Lopes

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São 79 páginas com a síntese das sugestões e análises técnicas para sua eventual administração.

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, concluiu a versão final de seu programa de governo, depois de quase seis meses de campanha por todo o Estado e de receber a colaboração de cerca de quatro mil profissionais, acadêmicos, intelectuais e especialistas em diversas áreas. O programa traz em 79 páginas a síntese das sugestões e análises técnicas para sua eventual administração.

Na abertura do documento, Serra confirma a postura prometida ao longo da campanha, de usar o peso e a força do Estado para pressionar o governo federal, independentemente de quem vença a corrida ao Palácio do Planalto, a praticar uma política econômica que permita o crescimento da produção e do emprego. "Estaremos com um olho na macroeconomia brasileira e outro nas atividades localizadas no Estado", diz Serra na introdução do programa.

O tucano ressalta que na estratégia de preparar São Paulo para o crescimento é essencial que o Brasil tenha uma política nacional de desenvolvimento, com ação indispensável do governo federal. E volta a manifestar a ação que pretende ter à frente do executivo paulista, caso seja eleito nessas eleições: "Como governador, não deixarei de manifestar meus pontos de vista e defender os interesses de São Paulo nesse e noutros assuntos, com a responsabilidade de quem fala por um Estado que representa um terço do PIB nacional. E, como já foi dito, é especialmente afetado pela política macroeconômica do governo federal."

No documento, Serra atribui o atual desempenho da economia paulista às políticas monetária e cambial do governo federal: "São Paulo mantém sua posição de liderança econômica, mas se ressente, como todo o País, do baixo crescimento da produção e do emprego, dependentes da política macroeconômica do governo federal, pois em São Paulo, é forte a presença da indústria de bens de capital, de consumo durável, do agronegócio e de outras atividades voltadas para exportação, todas elas prejudicadas pela combinação de juros altos e taxas de câmbio, que são as marcas dessa política."

Vestais da política O documento começa com uma referência de Serra ao ex-governador tucano Franco Montoro, com destaque ao pressuposto de que a validade de qualquer programa é "a seriedade de quem o propõe e seu compromisso com o interesse público." E, numa crítica direta aos escândalos que atingem o governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva, reitera: "Nem todos os políticos são iguais, ao contrário do que hoje tentam nos fazer crer aqueles que ontem se apresentavam como vestais da política."

E mesmo sem fazer menção direta ao presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores, o tucano continua alfinetando: "Não é o poder que corrompe os homens. São os homens, alguns homens, que corrompem o poder. Felizmente há aqueles como Montoro, que podem errar, mas não enganam, não corrompem nem se deixam corromper. Orgulho-me de ter sido seu colaborador e companheiro de partido."

Também na introdução, Serra destaca os esforços empreendidos pelos ex-governadores Mário Covas (PSDB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Cláudio Lembo (PFL) para deixar as finanças do Estado em ordem e ampliar os investimentos públicos. "Será uma satisfação começar com a casa mais arrumada", complementa. Serra diz, ainda, que se o povo de São Paulo lhe der a oportunidade de governar o Estado, vai trabalhar desde o primeiro dia de mandato, com planejamento e no rumo certo. E mais: "Formando equipes de primeira qualidade, competência e dedicação."





Fonte: Agência Estado

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