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Internacional
Sexta - 22 de Setembro de 2006 às 08:20

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O Vaticano confirmou hoje, oficialmente, que o Papa se reunirá em 25 de setembro na residência de Castelgandolfo, ao sul de Roma, com os embaixadores de países com maioria muçulmana que mantêm relações com a Santa Sé.

No mesmo dia, Bento XVI se reunirá com o cardeal Paul Poupard, presidente do Conselho para o Diálogo Ecumênico, e dirigentes da comunidade muçulmana na Itália, segundo o Escritório de Imprensa da Santa Sé.

A iniciativa do Vaticano procura resolver a polêmica das últimas semanas, causada pelas palavras pronunciadas pelo Papa na universidade alemã de Regensburg, que os muçulmanos consideraram ofensivas à sua religião.

O Papa Bento XVI disse em duas ocasiões que lamentava profundamente que suas palavras sobre o Islã e Maomé tenham sido mal compreendidas. Ele reafirmou que respeita profundamente os muçulmanos, monoteístas como os cristãos.

O Papa assegurou também que estas palavras - retiradas de um texto medieval que descreve um diálogo entre o imperador bizantino Manuel II e um erudito persa - não expressam seu pensamento e que o que pretendia era convidar ao diálogo entre todas as culturas e religiões.

Após ser informado do convite do Papa, o representante na Itália da Liga Mundial Muçulmana, Mario Scialoja, afirmou que parece "uma boa idéia para pôr fim a uma polêmica baseada em poucas palavras retiradas de contexto de um discurso mais complexo". Para Scialoja, a polêmica já "foi muito longe".

O Centro Islâmico de Milão expressou sua satisfação com o convite do Papa. O responsável da entidade, Abdel Shaari, afirmou que "a abertura do Pontífice para criar um diálogo entre todas as religiões é sempre bem aceita".

Sergio Yahe Pallavicini, vice-presidente da Comunidade Religiosa Islâmica italiana, disse que o convite do Papa representa "uma grande ocasião de diálogo, levando em conta que coincidirá com o começo do Ramadã". O encontro demonstra, segundo Pallavicini, "a sensibilidade" do Pontífice.

Fontes vaticanas ressaltaram que o convite foi bem aceito e que os embaixadores de Turquia, Indonésia e Iraque e os encarregados de negócios das embaixadas do Irã e da Líbia já confirmaram sua presença.





Fonte: EFE

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