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Politica MT
Quinta - 14 de Fevereiro de 2013 às 08:16

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O candidato a vice de Lúdio Cabral (PT), que disputou o 2º turno da eleição em Cuiabá, Francisco Faiad, atual secretário de Estado de Administração, classificou como "estelionato eleitoral" o anúncio do prefeito Mauro Mendes de que as prometidas obras da campanha eleitoral terão que esperar. Entre elas, o novo Pronto Socorro, onde o prefeito construiu sua principal plataforma de campanha. Mendes alegou o endividamento elevado da prefeitura para protelar sua promessa.

"É estranho porque a prática política mostra que nenhum prefeito deixa a prefeitura em situação estável. E ele sabia disso. Do contrário, seria muito ingênuo querer acreditar que iria encontrar a "casa arrumada". Penso que o eleitor deve estar decepcionado", disse Faiad, ao ser questionado sobre a situação da prefeitura.

No balanço que apresentou antes do carnaval, ou seja, mais de um mês após tomar posse, Mendes anunciou que a prefeitura deve quase R$ 1 bilhão, somando-se as dívidas da administração direta e indireta. Somente em 2013, o município deverá desembolsar R$ 77 milhões em pagamentos obrigatórios. E, em restos a pagar, a prefeitura deve R$ 166,1 milhões, sendo R$ 107,07 milhões de 2012. Mendes alegou ainda que a parte de recursos para investimentos está comprometida.

Alertado de que as declarações tiveram impacto negativo, Mendes, no dia seguinte, tentou consertar e emitiu discursos otimistas, prometendo buscar alternativas "nos próximos meses".

Para Faiad, Mendes se aproveita da popularidade conquistada nas urnas com uma vitória apertada, é verdade - ao decretar a ‘moratória das promessas". Em sua opinião, isso representa um abuso à paciência do cidadão, que vê a cidade se definhando por falta de serviços. "Estamos sob a continuidade de uma administração que se mostrou ineficiente em todos os aspectos" ressaltou.

Faiad criticou o fato de o prefeito ter usado a transição apenas para discussões políticas, como eleger o presidente da Câmara apoiando um vereador que era a principal pilastra de sustentação ao prefeito anterior. Mendes tentou articular a eleição da Mesa Diretora depois que seu vice, o deputado João Malheiros (PR), renunciou ao cargo. "Para quem me perseguiu tanto como candidato a vice, foi a primeira coisa que ele (Mendes) perdeu".

Além disso, o prefeito se envolveu em uma discussão sem fim com os legisladores por conta de vetos a reajuste salariais, mas que, em verdade, era apenas uma queda de braço e uma tentativa de dominação politica.

De acordo com o secretário, a transição entre a administração Galindo acabou ficando em segundo plano. Mesmo aproveitando secretários de áreas estratégicas do governo passado, Mendes não apresentou sequer um plano emergencial de média consistência para reanimar a cidade e seus habitantes. "A sensação que se têm é que o abandono continua". "A saúde que tanto se falou segue como está, a educação quase em greve e os serviços públicos indo de mal a pior. Cuiabá não merecia isso".

Faiad disse que vai cobrar do prefeito atitudes concretas. "Participei de uma eleição em que fui perseguido duramente por um candidato, que acabou eleito. O resultado das urnas me colocou na oposição. Isso me dá o direito de estar atento e cobrando dele atitudes em favor da população. Estou pronto a ajudar, mas não vou me calar simplesmente porque a eleição passou. Sou cidadão de Cuiabá e quero o melhor para a minha cidade. Até aqui, temos apenas discursos. Espero que com o fim do carnaval, o ano comece na Prefeitura de Cuiabá".





Fonte: A Gazeta

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