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Politica Brasil
Quarta - 03 de Maio de 2006 às 11:05

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O deputado estadual José Riva (PP) rebateu a versão de João Arcanjo Ribeiro, prestada durante depoimento à Polícia Federal no último domingo e em coletiva à imprensa, na manhã de hoje (02), de que ele e o deputado Humberto Bosaipo (PFL) teriam contraído empréstimos em nome da Assembléia Legislativa no período em que ocuparam a Mesa Diretora.

"As declarações são caluniosas. Nunca a Assembléia Legislativa contraiu empréstimo com empresa de factoring. E, por isso mesmo, não existe nenhuma dívida. Assinamos promissórias, na condição de pessoa física, em garantia para que fornecedores do Poder pudessem realizar operações de fomento nas empresas", afirmou.

“Se ele está falando a verdade, então é fácil: que mostre à imprensa de onde saiu o dinheiro do empréstimo e pra que conta foi”, completou Riva. Ele destacou as palavras do próprio Arcanjo que, em seu depoimento à Polícia Federal, afirmou que não participava das negociações de empréstimos, "pois essa responsabilidade estava a cargo de Nilson Roberto Teixeira, gerente geral das empresas".

Segundo o advogado Paulo Zamar Taques, que defende Riva e Bosaipo, o próprio Nilson Roberto Teixeira confirmou, em depoimento ao Ministério Público Estadual, em 22 de janeiro de 2003, que a Assembléia nunca realizou operação com nenhuma das empresas de Arcanjo.

"A factoring possui um registro de contabilidade e este documento não espelha nenhuma negociação direta com a Assembléia Legislativa", afirmou Teixeira no depoimento.

Taques afirmou ainda que, provavelmente, os advogados de Arcanjo querem tumultuar o processo e confundir a opinião pública ao citar os nomes de seus clientes. “A situação dele é delicada. Arcanjo está preso há três anos e quer jogar o foco das investigações no segmento político. Com isso, ele espera ganhar tempo e criar fatos novos que supostamente o beneficiem”, afirmou.

Segundo Riva, houve diversas tentativas de se recuperar as notas promissórias. "Tentamos pegar as promissórias umas cinqüenta vezes. Em todas elas, havia uma enorme resistência para a devolução; e recebíamos a resposta de que as mesmas haviam sumido", afirmaram.

O parlamentar reiterou que está disposto a abrir seus sigilos bancários para provar que nunca recebeu quaisquer valores de factorings. "Se ele afirma que depositou dinheiro em nossas contas, então esse valor tem que estar, necessariamente, em algum lugar", ponderou.





Fonte: Da Assessoria

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