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Meio Ambiente
Quinta - 09 de Março de 2006 às 06:47

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Astrônomos registraram os sinais da morte de uma estrela maciça, que explodiu cerca de 13 bilhões de anos atrás, uma visão sem precedentes que sugere que o Universo se tornou uma prodigiosa máquina fabricante de estrelas em sua infância remota. Em 4 de setembro do ano passado, um satélite sentinela da Nasa (agência espacial americana) chamado Swift detectou uma enorme explosão de raios gama emanando da constelação de Peixes.

Em questão de segundos, o satélite se voltou para direcionar seu telescópio de raios-X na direção da explosão de 80 segundos enquanto, na Terra, equipes de astrônomos direcionaram telescópios óticos e infravermelhos para capturar fragmentos em outras partes do espectro energético.

A fonte provou ser a explosão de uma gigantesca estrela, cuja luz levou cerca de 12,8 bilhões de anos para chegar até nós, informaram na edição desta quinta-feira do semanário científico britânico Nature.

Naquela época, o Universo era apenas uma criança, com cerca de 900 milhões de anos, depois do "Big Bang" que lhe deu origem. A estimativa da idade da estrela foi feita através do método conhecido como desvio para o vermelho (redshift).

Segundo este, a luz de objetos muito distantes varia progressivamente em comprimentos de onda maiores, rumo ao extremo avermelhado do espectro. A agonia da estrela GRB 050904 é a mais antiga e mais distante explosão estelar já vista.

Em abril do ano passado, astrônomos britânicos calcularam que a "Grande Escuridão" - período de escuridão total que se seguiu à explosão cósmica primordial - terminou depois de 200 a 500 milhões de anos, quando as primeiras estrelas nasceram de nuvens comprimidas de gás hidrogênio.

O último trabalho implica que em algumas centenas de milhões de anos das primeiras estrelas, o Universo criava estrelas furiosamente e que as novas estrelas se alimentavam de elementos mais pesados, sintetizados por gerações estelares anteriores, afirma Enrico Ramirez-Ruiz, do Instituto de Estudo Avançado de Princeton, Nova Jersey, em uma revisão também publicada na Nature.





Fonte: AFP

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