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Politica MT
Quarta - 02 de Janeiro de 2013 às 16:17
Por: Lucas Bólico

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Olhar Direto

“Valtenir [Pereira] deve ter algum complexo, alguma coisa que precisa ser discutida, ai não é com político, é com psicólogo e psiquiatra”. A frase foi dita pelo senador Pedro Taques (PDT) instantes antes da posse do prefeito Mauro Mendes (PSB) em Cuiabá e logo após o vereador João Emanuel (PSD) se eleger presidente da Câmara com o voto de dois vereadores do PSB, Faissal Calil e Onofre Júnior.

A articulação do apoio de Onofre e Faissal para apoiar João Emanuel passou por Valtenir Pereira, presidente regional do PSB, que se reuniu com José Riva (PSD) para discutir a Mesa Diretora da Câmara. “Ele disse na minha casa que iria apoiar o João Emanuel”, declarou Mauro Mendes antes da posse.

“Traição não sei se houve, mas houve facada nas costas e bem grande”, opinou o senador Pedro Taques sobre o episódio. “Nós estávamos juntos com Mauro, junto com esses partidos que fizeram parte da coligação que elegeu Mauro, por que você vai bandear para o outro lado? Essa pergunta tem quer ser feita ao presidente do PSB no estado que é o deputado Valtenir”, protestou Taques.

“Os poderes são independentes, agora é interessante sim que o prefeito tenha o apoio da Câmara Municipal. Agora, quem fez com que o Mauro não tivesse o apoio da Câmara não foram os vereadores da coligação, foram dois vereadores do PSB, isso tem que ser perguntado para o presidente do PSB”, completou.

Risco à governabilidade

Apesar da eleição de um opositor na Presidência do Legislativo e da ausência de um vice-prefeito, Pedro Taques afirma não ver riscos à governabilidade de Mauro. “Não acredito [que possa prejudicar o Mauro]. Eu conheço João Emanuel, fui professor do João Emanuel na faculdade. Ele foi bem votado, os vereadores entenderam que ele deveria ser o presidente da Câmara e isso é absolutamente legítimo, o que não é legítimo é vereadores do Mauro votar contra o Mauro”, avaliou.

Traição e inconfidência

Taques voltou a tocar no assunto ao discursar na posse de Mauro Mendes.
“Não se preocupe não Mauro, porque Tiradentes será sempre mais lembrado do que Joaquim Silvério dos Reis. Hoje começa o seu tempo, e isso é mais importante”, afiançou o senador pedetista, em clássico recado aos “traidores” do processo de sucessão na Câmara Municipal de Cuiabá.






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