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Internacional
Sábado - 19 de Novembro de 2005 às 15:25

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O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, tratará principalmente da integração da Venezuela ao Mercosul durante a visita a Caracas que terá início neste domingo, informaram hoje fontes oficiais argentinas.

Kirchner e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tratarão de assuntos globais relacionados ao futuro do Mercosul, com foco "na integração da Venezuela como membro do bloco", disse o ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido, em declarações à Rádio del Plata de Buenos Aires.

"Nós nos esforçaremos para concretizar o tema", afirmou.

O ministro acrescentou ainda que a Venezuela, junto com a Bolívia, "é a base energética de que necessita o Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai) para ter um futuro absolutamente livre de qualquer ameaça".

"Já temos a potência industrial que é o Brasil, e a força agropecuária da Argentina. A inclusão da Venezuela dará ao bloco um horizonte ilimitado", disse De Vido.

Em relação aos demais assuntos que serão abordados na reunião, o ministro afirmou que deve ser analisada a possibilidade de assinatura de um convênio de provisão de gasóleo, no qual poderão intervir alguns dos fornecedores freqüentes da Argentina, como o grupo hispânico-argentino Repsol-YPF.

Além disso, deve ser aprofundada a venda à Venezuela de elevadores por quase US$ 70 milhões, além da exportação de outros produtos industriais.

No primeiro semestre, a Argentina exportou à Venezuela o equivalente a US$ 173,2 milhões, uma alta anual de 11,6%, enquanto as importações de produtos venezuelanos caíram em 40,4%, para os US$ 14 milhões.

De Vido lembrou ainda que está sendo estudada a construção de um gasoduto entre Argentina e Venezuela, uma obra de 4 mil quilômetros de comprimento e cerca de US$ 4 bilhões financiados pelos Governos argentino e brasileiro com o apoio de organismos internacionais de crédito.

O ministro se referiu à possibilidade de que a Venezuela adquira mais títulos públicos argentinos. Entre maio e julho, o Governo de Hugo Chávez comprou bônus da Argentina por US$ 557 milhões.





Fonte: EFE

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