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Politica MT
Terça - 18 de Dezembro de 2012 às 12:47

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Por decisão do juiz federal Julier Sebastião da Silva, deve ser iniciada, hoje, a perícia sobre os 705 maquinários adquiridos no governo Blairo Maggi (PR) por R$ 241 milhões emprestados junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) via Banco do Brasil, mas que segundo relatório da Auditoria Geral do Estado (AGE), feito por determinação do próprio Blairo Maggi, teria ocorrido um superfaturamento da ordem de R$ 44,485 milhões, o que rebaixaria o preço total para R$ 196,6 milhões.

O custo da perícia é de R$ 100 mil, dos quais R$ 30 mil para remuneração dos peritos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), sendo que os recursos foram sequestrados via Bacenjud, também por decisão do juiz federal Julier Sebastião, das contas correntes pessoais do senador Blairo Maggi, dos ex-secretários Vilceu Marchetti (Infraestrutura) e Geraldo De Vitto (Administração), do Governo do Estado e das empresas fornecedoras dos equipamentos, a Auto Sueco Concessionária de Veículos Ltda, Tecnoeste Máquinas e Equipamentos Ltda, Rodobens Caminhões, Dymak Máquinas Rodoviárias Ltda,Tork Sul Comércio de Peças e Máquinas Ltda, Cotril Máquinas e Equipamentos Ltda, Iveco Latina América Ltda e Mônaco Diesel Caminhões.

A Extra Caminhões, que inicialmente tinha ficado de fora do processo foi inserida também por decisão do juiz federal Julier Sebastião da Silva. A cada um caberá pagar pouco mais de R$ 7,6 mil. A perícia, que foi uma das primeiras decisões da Justiça Federal, acabou protelada por causa de recursos em instâncias superiores que mantiveram as investigações como competência da Justiça Federal, mas reverteram a decisão de recolhimento das máquinas e caminhões que foram distribuídas para os 141 municípios de Mato Grosso pouco antes de Blairo Maggi se desincompatibilizar e repassar o Governo do Estado para Silval Barbosa, que foi reeleito em 2010. O rumoroso caso que ficou conhecido como MT 100% Equipado tem duas ações distintas correndo, uma na Justiça Federal e outra na Justiça Estadual.




Fonte: A Gazeta

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